momento de viagem

sensações, emoções e imagens por aí!


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Roma – até à Piazza Navona

Com um telefonema ao crepúsculo da Lua cheia sou informada que hoje venho a Roma.
Tenho o grande privilégio (só mais uma vez!!) de aterrar no cockpit em Roma. É a solidificação de um sonho, e ver casinhas e árvores em tamanho Lego provoca-me uma certa sensação de felicidade.

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monumento a Vitor Emanuel

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coliseu de Roma – exterior

Hoje Roma estará quente, o costume para Julho. Quente e cheia: de turistas insuportáveis! Mas eu vou lá… Vou ser irreverente e vou lá…

Escolhi como destino principal a Piazza Navona. Estou aqui neste momento, gosto de escrever nos lugares – sentada à sombra, sobre os bancos de pedra quente.

 

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estátua do imperador Caesar Arini Nervae – Trajano

Li numa pesquisa rápida pela internet que esta praça era um estádio quando foi criada, em 86: Circo Agonal. Os cerca de 30.000 espectadores vinham aqui assistir aos jogos atléticos gregos. Com o passar dos anos foram-se construindo casas na zona das bancadas, o que delimitou cada vez mais a praça. Entretanto, por volta do século XV passou mesmo a caracterizar-se como praça, quando se transferiu um mercado para aí. Foram construídas as três fontes por volta do século XVII, sendo que a central, esculpida por Gian Lorenzo Bernini, se chama “Fonte dos quatro rios”: Nilo, Danúbio, Ganges e o Rio da Prata.

 

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fonte central da Piazza Navona

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exposição de Siron Franco

Entrei num edifício com uma pequena exposição/ instalação, de Siron Franco: “Cuidado Frágil”. O edifício é o Palácio Pamphilj e foi comprado pelo governo brasileiro em 1920, é a sede da sua embaixada. A exposição faz pensar nas relações humanas do nosso tempo presente, mas o que mais me interessou foi o piano Steinway & Sons. Oxalá o tivesse e àquela sala, todos os dias, para me inspirar a tocar uns clássicos!

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Piazza Navona

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Piazza Navona

À saída da Piazza Navona procuro o caminho que me leva ao rio Tevere. Passo por imensas Piazzas; como/bebo um granizado de menta para recordar a infância; fotografo mais uns amarelos do sol ao entardecer. Às tantas reconheço uma ponte que já havia atravessado há uns bons anos – Ponte Garibaldi. Repito-a. Quero passear pelo bairro antigo de Trastevere.

Trastevere é talvez o bairro mais antigo de Roma. Respira imensa vida, tem bares animados e restaurantes muito convidativos. Há uma mistura de romanos com turistas. Entro numa igreja onde há missa a acontecer. É a segunda hoje, apesar de já nem me lembrar onde estava a igreja anterior, há tantas aqui!

 

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ponte Fabricio

E depois de me sentar na Piazza S. Maria in Trastevere a comer uma banana ao lado de pombos e turistas, faço as contas ao tempo e percebo que o meu transporte de regresso ao hotel já não vai longe. Desperto de novo as minhas pernas quentes e inchadas do calor e volto para o outro lado do rio Tevere. A ponte Fabricio é engraçada e tem sempre um ou outro artista a pintar ou a fazer música. O Teatro di Marcello é o que encontro mal termina a ponte. Escusado seria dizer que esse teatro é uma ruína, só mais uma, mas nunca dispensável de lá estar!

Se estivesse bem acompanhada é claro que ficaria em Roma para a bela da pizza ou uma pasta… Mas cinjo-me à minha própria companhia e vou dormir que amanhã há despertar nocturno!

“- Olá comandante, aqui é a maricleta na 2 left. Precisa de alguma coisa?
– Olá. Preciso que me arranjes uma mala com 100 milhões, para divergir já com esta merda pra Ibiza.”

 


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Fui ao centro de Roma no final da tarde. Estava com esperanças de conseguir boas fotografias, já que o amanhecer e o entardecer nos dão tantas lindas cores naturais e fortes… O sol é milagroso!
Apanhei dois senhores velhinhos a alimentar os pássaros ali no rio Tevere (corrijam-me se estou errada) com uns pedaços de pão de forma atirados à água. As gaivotas pareciam cães atrás do osso!! Depois havia quem se passeasse ou se sentasse à beira-rio a conversar, ler, meditar ou namorar. Eu passeei-me e comi um gelado artesanal, acho que é das coisas mais fáceis de petiscar em Roma: em cada esquina há uma gelataria! E não são nada caras…
No regresso ainda se ouviu um violoncelo acompanhado de guitarra eléctrica na ponte, mesmo em frente ao sol que se deitava por trás das imensas ruínas. A natureza e a música sempre combinaram tão bem…
Dois papas foram canonizados no Vaticano uns dias antes da minha visita. Ah pois, e a vida dos simplesmente humanos continua… Alimentemos os pássaros dos nossos dias, pois eles nos alimentarão a alma!!


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Roma – Latina

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Roma está repleta de turistas e calor. Em pleno Julho é verão em Itália, é sabido. Sei que Roma tem tanto para ver e conhecer, sei que apenas lhe conheço uma ínfima parte. Mas hoje não é dia para Roma.
Outros destinos havia por aqui a conhecer, mas por exclusão de partes escolhi Latina. Autocarro do hotel para o centro de Roma, Teatro di Marcello; depois Piazza Venezia. Encontrei o autocarro para a estação de comboios Termini, entrei, paguei 2€ na máquina que não me deu o troco de 0,50€ (H, 64). Fiquei um pouco chateada. Passou. Chegada à estação, tentei ignorar a confusão que ali estava e procurei o painel das partidas. Tinha que esperar 1h para ir até Albano Laziale, para ir ver Marino. Mas encontrei o comboio de Nápoles para meia hora antes, que passava por Latina. Comboio escolhido! 4€ e 38 minutos de Roma: destino Latina.
Ai ai ai, Latina parece-me uma cidade fantasma! Talvez por ser verão e sábado, mas… Não era bem isto que esperava encontrar… Almocei por 4€ num lugar bem confortável e fresco. Com vento. Mas deserto. Não tinha rede nos meus mapas para procurar os parques naturais que procurava, então decidi voltar para Roma.

No fundo no fundo, a minha vontade era seguir até Nápoles, mas já era tarde e não ia ter tempo para ver a cidade. Então, acabei por conhecer uma cidade deserta, acompanhada pelo som de grilos e tudo!

De qualquer forma, aqui vai o link do site que me ajudou a encontrar estas terras italianas. Para a próxima será Marino, ou definitivamente Nápoles!

http://www.italia.it/en/discover-italy/lazio/latina.html#box_2


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Uma pequena capela em Roma

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A primeira vez que fui conhecer o centro de Roma era Fevereiro e o céu ameaçava chover. Fui com um pequeno guarda-chuva na mão. Saí do autocarro mesmo em frente ao Coliseu e logo ali percebi que Roma tem História, uma História que merece ser apreciada e respeitada. Estudar o Império Romano na escola é bem diferente de o ver ali, com os nossos próprios olhos. Em todos os cantos há História, que se mistura com uma tal azáfama de cidade latina. É preciso ter cuidado com as Vespas, que surgem de todas as esquinas e surgem bem rápido. Deu-me uma enorme vontade de alugar uma Vespa, mas para minha sorte (segurança), não tinha a carta de condução comigo. No final do dia os meus pés estavam encharcados, pois a chuva caiu mesmo. Mas consegui percorrer imensas ruas do mapa de Roma, que trazia na mão. Aconselho um bom calçado, confortável para caminhar, porque a vontade de descobrir ao longo do dia não vai parar tão cedo!

Não tive tempo de entrar em quase monumentos nenhuns, já que a primeira intenção era mesmo percorrer o máximo de ruas romanas. Queria tirar-lhe uma “foto” geral, panorâmica.

Entrei numa pequena capela e lembro-me de me sentar num dos seus poucos bancos de madeira. Aproveitei para descansar as pernas e observar a capela. Era redonda, tinha um tecto em cúpula, todo trabalhado. Lindo, por sinal. Acima do altar havia janelas com vitrais e eu imaginei-me a casar numa capela assim, ou mesmo naquela. Havia música barroca como som ambiente, e a metade mais alta parecia meio azulada. A de baixo mais escura e dourada, com luz artificial. Pequena, redonda e repleta de pormenores. Um momento em Roma, memorável. Podia não acreditar em Deus, mas a beleza dele estava ali.


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Roma – Lisboa

Esta madrugada apareceu um italiano mal disposto, momentos antes da descolagem. Estava com vómitos e antes de chegar à casa-de-banho caiu muito calmamente no chão do avião, eu segurei-lhe no braço suado, na esperança dele reagir em poucos segundos, e felizmente aconteceu! Acabámos por conseguir sentá-lo num lugar para a descolagem. Dormiu. Confesso que fiquei um bocadinho aflita, principalmente porque íamos descolar entretanto, mas a chefe era boa. E o passageiro também!! 🙂

Quero dizer com isto, que normalmente os passageiros da rota Roma são brasileiros e italianos, mas não muito giros. Hoje pude deliciar-me com um doente giro. À entrada do avião nem deu para reparar na sua beleza, tal já é o nosso conformismo destas vistas! É caso para dizer que há males que vêm por bem! Foi uma viagem bem mais colorida, daquelas que nos ajudam a continuar a acreditar na beleza. Gracie!

Nascer do Sol em Roma

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Nascer do Sol em Roma


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A Caminho do hotel de Roma

Ouço a “One” dos U2 na carrinha a caminho do hotel de Roma! Os bancos da carrinha são vermelhos, as cortinas vermelhas, sente-se o calor de Roma, os colegas não falam, não temos tema para conversar hoje. Uns dormem, os outros pensam decerto. Eu não sei… Ouço música do ipod, enquanto medito sobre a minha vida solitária, lembro-me de bons momentos do passado, e procuro um momento bom do meu dia, já que hoje acordei sobressaltada, atrasada para o trabalho! 3 minutos! Comecei o dia a correr e isso já me esgotou. Tenho sono. Vou dormir ou vou a Roma?