momento de viagem

sensações, emoções e imagens por aí!


Deixe um comentário

Roma – até à Piazza Navona

Com um telefonema ao crepúsculo da Lua cheia sou informada que hoje venho a Roma.
Tenho o grande privilégio (só mais uma vez!!) de aterrar no cockpit em Roma. É a solidificação de um sonho, e ver casinhas e árvores em tamanho Lego provoca-me uma certa sensação de felicidade.

IMG_9423

monumento a Vitor Emanuel

IMG_9432

coliseu de Roma – exterior

Hoje Roma estará quente, o costume para Julho. Quente e cheia: de turistas insuportáveis! Mas eu vou lá… Vou ser irreverente e vou lá…

Escolhi como destino principal a Piazza Navona. Estou aqui neste momento, gosto de escrever nos lugares – sentada à sombra, sobre os bancos de pedra quente.

 

IMG_9448

estátua do imperador Caesar Arini Nervae – Trajano

Li numa pesquisa rápida pela internet que esta praça era um estádio quando foi criada, em 86: Circo Agonal. Os cerca de 30.000 espectadores vinham aqui assistir aos jogos atléticos gregos. Com o passar dos anos foram-se construindo casas na zona das bancadas, o que delimitou cada vez mais a praça. Entretanto, por volta do século XV passou mesmo a caracterizar-se como praça, quando se transferiu um mercado para aí. Foram construídas as três fontes por volta do século XVII, sendo que a central, esculpida por Gian Lorenzo Bernini, se chama “Fonte dos quatro rios”: Nilo, Danúbio, Ganges e o Rio da Prata.

 

IMG_9457

fonte central da Piazza Navona

IMG_9473

exposição de Siron Franco

Entrei num edifício com uma pequena exposição/ instalação, de Siron Franco: “Cuidado Frágil”. O edifício é o Palácio Pamphilj e foi comprado pelo governo brasileiro em 1920, é a sede da sua embaixada. A exposição faz pensar nas relações humanas do nosso tempo presente, mas o que mais me interessou foi o piano Steinway & Sons. Oxalá o tivesse e àquela sala, todos os dias, para me inspirar a tocar uns clássicos!

IMG_9470

Piazza Navona

IMG_9459

Piazza Navona

À saída da Piazza Navona procuro o caminho que me leva ao rio Tevere. Passo por imensas Piazzas; como/bebo um granizado de menta para recordar a infância; fotografo mais uns amarelos do sol ao entardecer. Às tantas reconheço uma ponte que já havia atravessado há uns bons anos – Ponte Garibaldi. Repito-a. Quero passear pelo bairro antigo de Trastevere.

Trastevere é talvez o bairro mais antigo de Roma. Respira imensa vida, tem bares animados e restaurantes muito convidativos. Há uma mistura de romanos com turistas. Entro numa igreja onde há missa a acontecer. É a segunda hoje, apesar de já nem me lembrar onde estava a igreja anterior, há tantas aqui!

 

IMG_9494

ponte Fabricio

E depois de me sentar na Piazza S. Maria in Trastevere a comer uma banana ao lado de pombos e turistas, faço as contas ao tempo e percebo que o meu transporte de regresso ao hotel já não vai longe. Desperto de novo as minhas pernas quentes e inchadas do calor e volto para o outro lado do rio Tevere. A ponte Fabricio é engraçada e tem sempre um ou outro artista a pintar ou a fazer música. O Teatro di Marcello é o que encontro mal termina a ponte. Escusado seria dizer que esse teatro é uma ruína, só mais uma, mas nunca dispensável de lá estar!

Se estivesse bem acompanhada é claro que ficaria em Roma para a bela da pizza ou uma pasta… Mas cinjo-me à minha própria companhia e vou dormir que amanhã há despertar nocturno!

“- Olá comandante, aqui é a maricleta na 2 left. Precisa de alguma coisa?
– Olá. Preciso que me arranjes uma mala com 100 milhões, para divergir já com esta merda pra Ibiza.”

 

Anúncios