momento de viagem

sensações, emoções e imagens por aí!


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Fundação Louis Vuitton – Paris

É incrível como conseguimos ver mais armas na arte africana do que alguma vez vimos em toda uma vida. Têm dinheiro para comprá-las? Onde vão buscá-lo? África é realmente um continente muito grande, diverso, com algumas características comuns a vários países e outras distintas de cada um. Mas… Tem vários mistérios por desvendar!

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eu e fotografias do Mali na Fundação Louis Vuitton – foto de António Avelar

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Fundação Louis Vuitton

Introdução ao meu deslumbramento com a exposição temporária de Arte Africana e com o edifício da Fundação Louis Vuitton. Ohhhhhh, por quem hei-de eu suspirar para vos descrever tamanho encanto?! As cores das paredes parecem ter sido todas escolhidas a dedo conforme a arte a ser exposta em cada uma; a forma tão disforme do edifício, no entanto tão dinâmica e orgânica, de Frank Ghery; a organização dos espaços que me soa tão familiar; o imaginar em que ambiente vive cada um destes artistas, onde foi a Fundação buscá-los em África, questionar-me se algum deles ainda vive no local onde nasceu ou se já desistiu das suas origens mas continua a criar arte inspirada nelas…

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Arte Africana, Fundação LV

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Cheri Samba, Fundação LV

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i am for peace, that is why i like weapons, Cheri Samba

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arte africana, Fundação LV

Ah, o Jardin d’Acclimatation tem uns bichinhos tão giros! Já para não falar dos pianos que nos pedem para lhes tocar. Cá fora, no meio da Natureza e do passeio o som é diferente e inspira.

O almoço não tem que ser falado aqui, nós cá sabemos porquê, mas posso descrever a bonita sensação de me sentar numa esplanada parisiense para beber um chá verde ou quiçá uma cerveja, mais tarde! O meu companheiro do dia observava a moda que por ali passava e eu a ele, atenta à conversa e ao momento, esse que de tão sensual que é me deslumbrou! E nada melhor do que ir ver umas lojas de roupa usada e vintage depois de apreciar quem passa na rua. Eu, entusiasmada por ver roupa vintage, não comprei nada, mas felizmente o meu querido António tirou proveito destas visitas.

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exterior da Fundação LV

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grou coroado, Jardin d’Acclimatation

E antes de terminar o dia nestas modas da roupa, ainda fomos à livraria Shakespeare & Company, ali em St. Germain, em frente ao Sena. Pianinho desafinado e empenado mas que me deu mais uns bons minutos de prazer, principalmente quando o meu companheiro me esticou um livro com partituras clássicas que ali havia! Não sei porquê, sinto-me tão pouco confiante para tocar em lugares públicos e sem partitura mas não resisto em tocar nos pianos. É como, sei lá, como quando temos tanto medo do que está do outro lado, mas que isso não nos impede de lá ir ver e explorar. É como uma paixão escondida talvez. Está presa, está tensa, reprimida; mas existe. Falta-lhe a libertação!

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rue de la Ferronnerie, Paris

E este foi o mote final de Paris: a liberdade. Que ela me mantenha livre em tantas coisas e me liberte em outras!

(obrigada pelo roteiro e companhia António!)


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Aeroporto de Paris

Fui ao aeroporto de Paris Orly folhear uns guias turísticos.
Os dois principais aeroportos em Paris são este, o Orly, a sul da cidade e o Charles de Gaulle, a norte. Quero guardar aqui a lembrança que há uma Fnac no aeroporto de Orly.
Em pouco tempo observei e senti um aeroporto. Como não deve ser novidade, eu adoro aeroportos, acho-os repletos de emoções diferentes, e são um lugar de passagem, efémero. Talvez não seja muito rentável vivermos como se fôssemos um aeroporto, já que é feito só de momentos e não de continuidade! Mas eu sinto-me bem passando por eles e percebendo os encontros e as despedidas que por ali acontecem.
Ninguém está num aeroporto como se fosse ao shopping ali ao lado de casa. Todos levam a sua mala atrás e compram com o tempo contado, olhando o relógio, ou experimentando o que lhes apetece sem intenção de comprar, só para que o tempo passe mais depressa.
Concluo, após ver um momento de despedida, que o pior é sempre para quem fica. Pelo menos naquele dia. Quem fica é quem vê o outro partir, olha para trás e tem que fazer o caminho de volta sozinho quando ainda há pouco estava ali o seu querido. Quem fica não vai respirar outros ares, não vai à descoberta, não vai sentir aquela sensação boa de uma descolagem, de uma aterragem num lugar desconhecido onde terá que focar as suas atenções. Não, quem fica não vai focar-se em mais nada que não seja na falta que o outro lhe está a fazer em casa, ou seja onde for que estavam juntos.
Reparem nisso… É bem mais fácil irmos do que deixarmos ir. Pelo menos é essa a experiência que tenho, é isso que sinto. Ou melhor, todas as despedidas doem… As separações, os cortes!! Mas só assim se anda, só assim se avança… Uma pena!!


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Paris_ Livraria Shakespeare and co.

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Hoje em conversa falou-se de Paris. A cidade das Luzes, a cidade que eu sempre quis venerar, por ser romântica, por ser a capital do meu país de origem, por ser França, por ter sido o palco de tantos filmes românticos, por me ajudar a acreditar nos sonhos, nas luzes, no amor.

A verdade é que posso já não a venerar tanto hoje, talvez por ela ser mais real para mim, mais possível, mais terrena. Por estar mais próxima de mim, e por eu lhe ter descoberto já alguns pontos negros!

Mas… Quando revejo alguns momentos que lá vivi lembro-me da sua Primavera, dos passeios lindos que lá fiz, de pequeninos lugares ou recantos de sonho, de verdadeiras luzes na minha vida.

Hoje recordo esta livraria, indicada pela minha eterna amiga inês, a Livraria Shakespeare and co.. Era Maio, um mês cheio de flores e de descobertas. É claro que cada um vê o que mais lhe convém, e eu, no meio de tantos livros, só consegui ver aquele piano entulhado de livros.

Foi nesse dia que dormi uma sesta em frente à Torre Eiffel. Belo dia… Paris afinal ainda tem luz…

(hoje marquei o meu Natal de férias com uma foto minha no momentodamaricleta. Em Paris!)


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Cemitério de Père Lachaise

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Um cemitério?? Hein? Nãã, deves estar a brincar comigo!
Pois não, não estou. E fui, fui ao cemitério de Père Lachaise.
É um lugar muito tranquilo e sereno, deixem-me que vos diga. E bonito. É tipo um jardim em tamanho grande, mas com umas casinhas de pedra pelo meio, e umas sepulturazitas para lhe dar alguma vida. Ups, alguma morte?
O cemitério de Père Lachaise tem visitas guiadas, e apesar de sozinhos podermos visitá-lo bem, com um guia teria sido mais completa a viagem. Considero imprescindível o mapa do cemitério, pois tem identificadas as principais sepulturas a visitar: Jim Morrison, Edith Piaf, Frédéric Chopin, Oscar Wilde, Georges Bizet, Marcel Proust, Eugène Delacroix, Maria Callas, Max Ernst, mais escritores, pintores, compositores, enfim… São imensos os artistas por ali. Parece que se nos sentarmos num banquinho ali no meio conseguimos ouvir todas as canções e composições deles, todos os poemas, todas as prosas, enfim, uma panóplia de obras de arte e de talentos.
Afinal Paris não é só a Tour Eiffel, Paris também é um cemitério recheadinho de artistas! Há que ousar ir ver os mortos, não??

http://www.pere-lachaise.com/


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Voltar para França

Não resisto em falar novamente de quem emigrou um dia e não quis mais ser residente em Portugal.
Hoje, à excepção de tantos imprevistos e mudanças de última hora que só podiam estragar um belo dia de sol, vou ser divertida, vou sorrir perante as adversidades. Vou ser feliz.
Vou levar emigrantes para Paris, vou levá-los de regresso ao seu país. Seu? Talvez, ou talvez não! Conseguiremos algum dia sentir-nos como sendo parte de um país onde não nascemos, onde não crescemos? Acredito que sim… Mas, convenhamos… Há quem precisasse de se actualizar, há quem precisasse de parar uns dias apenas para observar, para evoluir, para se desenvolver não só na carteira mas também na cabeça. Há quem precisasse de renascer e crescer novamente, mas no país onde reside agora.
A França é tão diferente de Portugal, tem vantagens que nós não temos (e desvantagens). E será que estes emigrantes se preocupam com esse tipo de reflexão, e aproveitam realmente o que a França lhe oferece? Será que ligam a televisão na TF1 ou na France 2? Será que se afrancisam, para além de afrancisarem a sua fala? Ficam aqui os meus pequeninos momentos de reflexão enquanto viajo para Paris…


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Cemitério Père Lachaise – Paris

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Um cemitério?? Hein? Nãã, deves estar a brincar comigo!
Pois não, não estou. E fui, fui ao cemitério de Père Lachaise.
É um lugar muito tranquilo e sereno, deixem-me que vos diga. E bonito. É tipo um jardim em tamanho grande, mas com umas casinhas de pedra pelo meio, e umas sepulturazitas para lhe dar alguma vida. Ups, alguma morte?
O cemitério de Père Lachaise tem visitas guiadas, e apesar de sozinhos podermos visitá-lo bem, com um guia teria sido mais completa a viagem. Considero imprescindível o mapa do cemitério, pois tem identificadas as principais sepulturas a visitar: Jim Morrison, Edith Piaf, Frédéric Chopin, Oscar Wilde, Georges Bizet, Marcel Proust, Eugène Delacroix, Maria Callas, Max Ernst, mais escritores, pintores, compositores, enfim… São imensos os artistas por ali. Parece que se nos sentarmos num banquinho ali no meio conseguimos ouvir todas as canções e composições deles, todos os poemas, todas as prosas, enfim, uma panóplia de obras de arte e de talentos.
Afinal Paris não é só a Tour Eiffel, Paris também é um cemitério recheadinho de artistas! Há que ousar ir ver os mortos, não??

http://www.pere-lachaise.com/


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Helmut Newton – Paris

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Estou aqui pertinho da Tour Eiffel, pertinho de todo o romantismo da cidade das luzes. Recordo com saudade um óptimo momento de arte, fotografia e moda: uma exposição de fotografia e retrospectiva de Helmut Newton (1920 – 2004), no Grand Palais, na linda Paris.
O espaço é muito bonito e a exposição mostrava uma vida, principalmente no mundo da moda, por trás da objectiva. Muita criatividade, muita arte, perfeccionismo, ousadia, inovação, enfim. Um fotógrafo que conseguiu ultrapassar os limites do preconceito, mas com arte.
A mistura Paris – Helmut Newton foi perfeita.

Um vídeo que encontrei com algumas fotografias que constavam na exposição, de Thomas Savary: