momento de viagem

sensações, emoções e imagens por aí!


1 Comentário

Brasília – Santuário Dom Bosco e Sarah Kubitschek

IMG_93163

foto cliché na nave central de Brasília

No outro dia fui parar a Brasília, novamente. Do quarto via-se um fim de tarde maravilhoso, era o quente do dia a transformar-se em fresco da noite! Além de que, aquelas camas no centro do quarto nos dão uma sensação tão boa e a mim particularmente, me trazem boas recordações…

 

IMG_9284

pôr do sol em Brasília

A corrida do amanhecer deu-me coragem para ir conhecer uma igreja que uma colega me havia falado há uns tempos: Santuário Dom Bosco. Fui de uber mas a partir do nosso hotel não são mais do que uns 20 minutos a pé. A igreja fica na Quadra 702 Sul. Foi projectada pelo arquitecto Lúcio Costa, segundo. E esta é uma homenagem a São João Belchior Bosco, o padroeiro da cidade de Brasília.

 

IMG_9291

santuário Dom Bosco

E pois bem, vale a pena ver esta igreja, tem uma luz azul fantástica devido aos vitrais que abraçam todo o seu espaço. Quando fui era domingo, escolhi hora de missa propositadamente: 11 horas da manhã. A igreja estava cheia, vi imensas famílias, muitos homens, daqueles que não me parece que vão muito à missa em Portugal. Sempre se disse que os brasileiros são muito devotos, não é? Vá-se lá saber o porquê deste fenómeno!!!

IMG_9304

santuário Dom Bosco

Continuei o meu passeio a pé. A cidade estava quase deserta, talvez por ser domingo de manhã. Encontrei um edifécio lindo lindo e decidi tentar ir visitá-lo. O segurança simpático barrou-me a entrada porque era domingo: durante a semana podemos visitar o hospital Sarah Kubitschek mas ao domingo não… Fiquei-me pelas fotos do seu exterior, as janelas octógonas maravilharam-me! O arquitecto deste projecto foi João da Gama Filgueiras Lima, um senhor que viveu entre 1932 e 2014, vivendo em Brasília entre as décadas de 1950 e 1960. Trabalhou sob a influência de Oscar Niemeyer e Nauro Esteves. Está de parabéns sé pela criação deste edifício fantástico! Um dia irei visitar um outro núcleo deste hospital, próximo do lago, na zona Norte de Brasília.

IMG_9315

hospital Sarah Kubitschek

Não esquecendo que o nome deste hospital e de vários outros no Brasil da mesma rede – Sarah Kubitschek – é uma homenagem à primeira dama do Brasil entre os anos de 1956 e 1961, esposa do presidente na época, Juscelino Kubitschek.

Mais um pequenino dia fora de casa mas não tão desperdiçado como por vezes acontece, ou devido a falta de coisas para ver ou mesmo por falta de vontade de explorar!

IMG_9309

hospital Sarah Kubitschek

 


Deixe um comentário

Mercado de Fortaleza vs. A sesta

Vou-me desafiar a escrever o contraste entre um momento de 24 horas e outro de apenas uns segundos!

 

IMG_9233

mercado central Fortaleza

Foi um dia até bem passado em Fortaleza. Comecei-o às 6h de despertador, olhando a janela, tentando perceber o quão quente já estaria. Verdade que não conseguiria senti-lo mas a minha vontade seria aquele calor abrasador que me impedisse de saltar da cama e calçar as sapatilhas (os ténis!!). Lá fui a muito custo. Claro está que daí resultou uma boa corrida que me queimou aí uns três quilitos (Ah… ah… ah…).

No final do pequeno almoço combinou-se uma pequena excursão ao Mercado Central de Fortaleza. E eu, sempre curiosa mas sem vontade de ir às compras, aproveitei a companhia para me permitir abrir os horizontes sobre Fortaleza. E ver se seria capaz de tirar umas fotos ainda, sem assaltos!

 

IMG_9240

mercado central Fortaleza

Gosto de observar as pessoas e lugares em silêncio, imaginando-me uma nativa. E, definitivamente não queria ser dali. O que seria de mim vivendo tantos anos, tantos dias, sempre com as mesmas coisas, os mesmos espaços, tudo sem evolução, sem acompanhar o mundo lá fora que já não vende toalhas de mesa repletas de rendas?

Pois bem, mas o deleite de beber água de coco fresca no Brasil é realmente um júbilo.

 

IMG_9230

arte urbana em Fortaleza

IMG_9236

mercado central Fortaleza

E agora pergunto-me: porque sofro tanto, mas tanto, quando me acordam do turno de descanso no avião? Há umas semanas juro que acordei com a certeza que me daria melhor na agricultura, já que lá não se dorme sestas na madrugada: acorda-se e pronto!

E é neste momento crucial da minha vida na aviação que me debruço agora. Estou em vôo, vamos servir o segundo serviço de refeição daqui a pouco, e só eu e Deus sabemos o quanto sofri quando me despertaram da sesta há pouco. Os sonhos eram cor-de-rosa e cheios de fogo-de-artifício tal como a maioria deles aqui nos aviões. Mas não… Não pude continuar lá no meu mundinho paradisíaco. Tenho pouquíssimos minutos para me recompor deste sonho desfeito, subir os degraus, abrir a porta e deparar-me com 244 pessoas que me esperam disponível e sorridente quando só me apetece fechar os olhos, mesmo que em pé! Quero lá saber, só quero continuar lá no meu sono, no meu sonho!

Há momentos que duram segundos ou minutos no máximo, que nos matam por dentro! Estou com alguma dificuldade em descrever em palavras o que senti ao acordar da sesta de tão horrível que foi. Ou talvez porque ainda esteja com o cérebro meio parado do choque e do cansaço!

IMG_9248

rua em Fortaleza

E mais hilariante que isto é que, daqui a uns dias parece que esqueci o sofrimento e lá vou eu toda sorridente voar de noite novamente! Aliás, voar de noite é mau, mas acordar da sesta à noite é o supra-sumo do sofrimento! Hoje termino assim mesmo, até que o sono seja reposto logo durante o dia!


Deixe um comentário

Rio de Janeiro de bike!

IMG_8753

vista do Forte de Copacabana

Já em 2010, a primeira vez que fui ao Brasil e que atravessei o Atlântico, havíamos eu e a mana projectado dar uma voltinha de bicicleta pela orla marítima do Rio de Janeiro. Queríamos ir de Ipanema até ao Leme, passando pela Lagoa. Só vimos uma pequena estação de bicicletas públicas na zona da Lagoa precisamente, mas era o dia do regresso a casa. Não o realizámos, com esta promessa de futuro.

Hoje, dia 1 de Maio 2017, parti rumo ao aluguer de bike! Descobri que o preço é bem mais barato se alugarmos a uns senhores que se distribuem pela avenida Atlântica do que numa loja de aluguer. Uma hora 15 reais, duas horas 20! Negócio fechado e lá fui sentir o prazer da bike no Rio!

IMG_8773

vista do Forte de Copacabana

Como vinha da zona do Leme, pedalei até ao Forte de Copacabana e aí parei. Fiz “umas amizades” com os militares da entrada do Forte, conseguindo assim deixar a bike no parque sem cadeado mas em segurança.

IMG_8775

senhora funcionária do Forte de Copacabana

A entrada para o Forte é de 6 reais, 3 para estudantes e outros demais. Vale muito a pena lá ir, pelo maravilhoso momento que se pode passar ali na esplanada de um dos dois ou três cafés que ali há; pela vista fantástica, e já agora, pela história do Forte! Escusado será dizer que não tive muita paciência para ler os textos descritivos das imagens dos senhores importantes para aquele Forte. Sei que foi construído mais ou menos no século XVII.

IMG_8785

entrada do Forte de Copacabana

Saindo do Forte de Copacabana, continuei a pedalar até um lugar que vendia açaí. Fiz uma pausa para comer, claro, o belo do açaí. Estes açaí já são misturados com xaropes doces e outras coisas que ainda não percebi muito bem quais. De qualquer forma ainda os considero saudáveis, frescos e energéticos. E com banana ainda melhor.

Chego à praia de Ipanema e na rua Vinicius de Morais subo até à Lagoa Rodrigo de Freitas. Como hoje é feriado a avenida Atlântica tem o trânsito cortado num dos lados, o que faz com que haja imensa gente a passear de todas as formas e feitios (também há-de ser adorável ficar sentado numa esplanada ou no passeio da praia, apenas apreciando as pessoas que passam). A Lagoa está repleta de gente, há até umas artistas que se penduram em panos largos presos nas árvores. Parece-me ser um desporto muito interessante e deveras difícil! A Lagoa está calma como sempre e continua a não me transmitir muita limpeza, mas enfim, adiante! A paisagem circundante é digna de ser apreciada: há morros à volta, um deles com o Cristo do Corcovado lá em cima. Não consigo encontrar muitas palavras para a Lagoa, mas vão lá ver, pronto.

IMG_8791

Lagoa Rodrigo de Freitas

E bem, chegou o momento de voltar para trás, pedalar mais uns quilómetros seguidos, mas com muito prazer! Como é feriado foi mais fácil sair da Avenida Atlântica de bike, mas atenção que em dias de muito trânsito não deve ser fácil nem seguro pedalar fora das vias próprias para ciclistas…

Na verdade, este post não nos traz muito conteúdo além da minha conversa da treta e das fotografias fantásticas do Forte de Copacabana e da Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro! Ah, e do facto de ter feito este percurso de bicicleta! Bem, leiam só este parágrafo se fazem o favor (para quem gosta de começar o jornal pelo fim como eu faço às vezes, parabéns, conseguiram poupar tempo a ler conversa da treta!! 🙂 )

IMG_8796

a sombra da minha bike!


2 comentários

Zona Sul de Porto Alegre – Brasil

IMG_8506

rua no centro de Porto Alegre

Ainda consigo ser maçarica de vez em quando, que maravilha! E ora pois, fui pela primeira vez a Porto Alegre, a capital do estado Rio Grande do Sul, no Brasil. Uma amiga também viajante de profissão, havia enviado uma página em que me sugeriu lugares a visitar e coisas para fazer na cidade. Estava expectante, já que ela me disse gostar da cidade e de ter tido a sensação que não estava bem no Brasil de vez em quando, que se parece um pouco mais com a nossa Europa, território a que estamos bem mais habituados.

IMG_8509

Edifício saída do centro de Porto Alegre

No avião, ao longo das 11.15 horas de vôo, conheci algumas passageiras, uma delas a Janice, guia turística de profissão, que me escreveu também algumas dicas num papel para o dia e meio que iria passar em Porto Alegre. Aqui vem aquilo que me dizem sempre: cuidado com as coisas de valor, andar sempre atenta na rua, não estar com o telemóvel à vontade, a cidade está muito perigosa neste momento, blá blá blá. Ora porra, nunca me deixam andar em paz e sossego na rua, pelo menos que pudesse fotografar as minhas coisinhas à vontade!

Pois bem que a disposição não me chamava muito, mas obriguei-me a ir dar um giro no dia que tinha livre. Decidi apanhar o autocarro turístico que dá a volta à zona sul de Porto Alegre.

IMG_8525

Praia de Ipanema

IMG_8543

Santuário Mãe de Deus

Fiquem sabendo que esse autocarro sai da Travessa do Carmo, nº84 (zona centro) às 10h da manhã ou às 15h. O outro passeio, que passa na zona centro da cidade, já sai a quase todas as horas. Confiram: Porto Alegre Travel.

Por onde passou o autocarro da zona sul: o maior parque da cidade, o da Marinha; a Fundação Iberô Camargo, edifício projectado por Álvaro Siza Vieira; o Bairro da Tristeza; a Praia de Ipanema; estrada que faz parte dos Caminhos Rurais de Porto Alegre; o Santurário Mãe de Deus, que fica a 280 metros de altitude.

Soube pelo nosso guia que nos ia falando no autocarro ao longo da viagem, que há um cemitério em Porto Alegre com visitas guiadas, pois tem a peculiaridade das campas serem em forma de gaveta. Informações neste link: Santa Casa – Porto Alegre.

IMG_8532

Vivendas no bairro da Tristeza

IMG_8516

Vivendas no bairro da Tristeza

Não sei se foi da minha preguiça ou se a expectativa era alta demais, mas não fiquei encantada com o que vi de Porto Alegre. Não a achei assim tão diferente de outras cidades brasileiras, apesar de a imaginar em tempo fresco de inverno como um lugar meio deslocado e deveras interessante: brasileiros no inverno, em terra fria soa-me estranho mas curioso! Quero agora explorar a zona centro da cidade, tentar fotografar coisas bonitas (sem ser roubada!) e ver um ou outro museu: Usina do Gasómetro, MARGS, o Capitólio, igrejas do tempo colonial, …

Quero voltar a ir dar uma corrida ao Parcão (Parque do Alto dos Moinhos) e quero um dia ir até Gramado, Canela, Bento Gonçalves e Maria Fumaça. Vamos embora, vamos ganhar novo ânimo para descobrir mais desse gigante país que é o Brasil, que tanto me chateia por ser inseguro! Raios partam os “bandidos” daquela terra…

 


Deixe um comentário

Se eu fosse brasileira

Se eu fosse brasileira seria uma entre 200 milhões de outros brasileiros… Teria o cabelo aos caracóis e a pele mais morena; gostaria de pintar as unhas todas as semanas e de ir à academia todos os dias depois do trabalho; depois do treino iria ao boteco ao lado comprar um suco de vitaminas detox, vestida com roupa de desporto colorida e saco no ombro; seria mais reinvidicativa quanto à política e provavelmente estaria descontente com o trabalho de Temer; viveria em São Paulo, num dos vários prédios luxuosos e floridos, com nomes começados em “mansão” e terminados em nomes de artistas ou pensadores europeus; teria um cachorro pequeno em casa e quando ia passeá-lo de manhã compraria a revista Veja ou a Folha de São Paulo na banca do costume.

img_8094

prédio em São Paulo

img_8099

varandas em São Paulo

Se eu fosse brasileira entregaria-me ao amor mais rápido e dedicaria-me de corpo e alma a esse amor, mesmo sem conhecer tão bem o amado e os nossos mais profundos sentimentos, pois afinal isso não é o mais importante mas sim a dedicação e intensidade. Se eu fosse brasileira iria beber um chop ao boteco no fim de semana; no final da noite comeria um buraco quente na rua e de manhã o belo do açaí com banana e granola.

Ah se eu fosse brasileira! Diria bom djia e não bom dia. Estaria mais habituada a ver lixo na rua e quase gritava no boteco com as amigas, em vez de apenas falar. Gostaria de sair de São Paulo aos fins de semana e nas férias, sempre; quando falasse ao telemóvel na rua, chamaria isso de celular e falaria com o altifalante, não com ele no ouvido mas sim próximo da boca.

Se eu fosse brasileira adoraria vestir roupa com padrões e não teria vergonha de mostrar celulite; gostaria de samba? Talvez.

Mas não sou e isso até tem a sua piada, não acham?

Gostava que os meus amigos e conhecidos brasileiros ou abrasileirados me ajudassem a completar este texto! Obrigada!

Já me deram um contributo: um amigo português que está a viver em São Paulo enviou-me este link A visão de um estrangeiro sobre o Brasil. Pois realmente há-de ser a descrição mais completa que alguém já fez sobre o Brasil e os brasileiros… Tomem o meu texto como uma singela introdução!


4 comentários

As noites lá em cima

Há momentos da vida em que não pensamos muito nela… Não analisamos os acontecimentos, não valorizamos uns nem percebemos que outros terminaram definitivamente e que temos que deixá-los ir. Da vida e da memória…

E há momentos que ainda perduram, o que não é necessariamente mau e que nos provocam alguns pensamentos. Continuo a voar em trabalho, esse facto não terminou e está de boa saúde! Quero que os meus futuros filhos leiam isto um dia e se lembrem que sozinhos conseguimos ser completos e felizes, que sozinhos encontramos sensações tão boas e gratificantes!

img_5353

avião da TAP a caminho de São Paulo

Quero que saibam que hoje passei a noite fora de casa, passei-a por cima do oceano atlântico, tentando dar um pedaço de mim a desconhecidos que me ajudam a pagar as contas de casa e os prazeres dos meus tempos livres. Eles também me dão uma parte deles!

Quero que saibam que conversei com dois passageiros brasileiros paulistas, ambos viajam imenso em trabalho também; um deles reconheceu-me do seu vôo há uns quatro dias atrás, até Frankfurt. Andam de reunião em reunião por aí, longe da família deles. Têm dois filhos cada um. Estávamos ali isolados do mundo real, dentro de um avião, à noite, falando de afectos, saudades, ausências e presenças. Eu havia preparado um plano positivo para desta vez sair de casa às 21.30h sorridente. Consegui: levei chá verde burma e morangos num tupperware da minha mãe. Tudo com amor e história. Só isso, e um telefonema a um grande amigo que festeja mais um ano de vida (ele disse umas asneiras em desabafo e eu soltei as minhas gargalhadas), transformaram a minha ida nocturna ao trabalho feliz.

A pergunta é: até quando terei estas energias criativas para me alegrar por ser diferente? Ah vida, que isto dure muito e muito tempo… Que os meus sonos reparadores me renovem as células da satisfação…

Ah sim, porque só vós que já trabalharam de noite, compreendeis estes momentos em que sentimos o cérebro a flutuar depois de termos vivido na luz da lua e dormido na luz do sol. Estamos embriagados com estimulantes naturais, não pensamos rápido e trocamos palavras ao falar!

Ser mulher neste século tem destas coisas, tem estes momentos de liberdade fantásticos e carentes de afectos ao mesmo tempo! Tudo no seu tempo, tudo na sua hora! Porque… Quando se é jovem isto é bom… e depois? Que volta darão “eles” aos pensamentos para que continuem felizes todos os dias que saem de casa de noite, com a mala na mão e o salto alto nos pés?

Quero que os meus futuros filhos saibam que, comigo mesma – sem filhos, sem marido, sem família – eu já fui muito feliz.

Estou a escrever-vos de dentro de um uber, já é noite novamente, somos eu e o condutor neste momento. Pedi que não ligasse o ar condicionado, então estou a sentir o vento quente de São Paulo e a ouvir uma música antiga de Bryan Adams. Um conjunto de pormenores que me fez sentir tão bem, longe de casa mas na minha companhia, e que companhia de luxo!!

Que os meus futuros filhos consigam atingir este nirvana de vez em quando, sem que sintam a obrigação de estar com mais alguém!


1 Comentário

Belo Horizonte – o centro

A minha primeira vez no centro de Belo Horizonte. Fui de Uber, um sonho. Estava levitando pelo ar condicionado do carro, enquanto me conduziam para o destino em estradas alcatroadas que com certeza ferviam ao sol.
Deixaram-me mesmo à portinha do restaurante Assacabrasa, onde almocei acompanhada de quatro fantásticas brasileiras, graças à Lidy, a minha amiga de Belo Horizonte!
Aprendi alguns nomes que, o mais provável é esquecer-me deles em breve. Daí ter apontado: angú frito, que no resto do Brasil se diz polenta. É tipo o milho frito típico da nossa Ilha da Madeira; feijão tropeiro, que consiste em feijão preto com farinha de mandioca e carnes; rapadura é um doce muitoooo doce, são tipo pedrinhas acastanhadas feitas com açúcar de cana. Para além destas iguarias do Estado de Minas Gerais, comi muito bem no Assacabrasa: tipo buffet, servimo-nos do que queremos e depois o prato é pesado.

IMG_3830

praça da liberdade, BH

Saindo do restaurante que fica na rua da Bahia, guiaram-me até à Praça da Liberdade de Belo Hozizonte. Estava repleta de pessoas, umas disfarçadas de Carnaval, outras nem tanto. Eu própria me fiz acompanhar de quatro “Mimos”! Era dia de Carnaval… Muita animação, como seria de esperar. Mas nada confuso demais, havia espaço para nos movimentarmos à vontade. Em Belo Horizonte há os chamados de “Blocos de Rua”, que são grupos de músicos com instrumentos de rua (percussão, essencialmente), acompanhados das pessoas que dançam e andam ao som deles. Vi um Carnaval até mais parecido com o português, ou… Nós é que temos o nosso parecido com o deles! Não é o Carnaval do Rio de Janeiro e não me desagradou nada! Mas eu sou suspeita, nunca me deslumbrou o Carnaval do Rio…

IMG_3836

edifício Niemeyer

IMG_3841

edifício Niemeyer

E agora vem aqui a novidade: contornando a Praça da Liberdade há imensos edifícios antigos, museus na sua maioria. Pareceu-me haver ali muito por conhecer. E como que perdido entre esses edifícios antigos eis que se ergue um prédio habitacional projectado por quem? Pois é, pelo Oscar Niemeyer… Entre 1942 e 1944, o então prefeito Juscelino Kubitschek convidou-o a projectar o Conjunto Arquitectónico da Pampulha (ainda tenho que lá ir, não deu desta vez pois com o Carnaval os edifícios a visitar estavam fechados), incluindo este edifício, com as curvas que simbolizam as montanhas de Minas Gerais. Segundo li também, dá-nos a ilusão de ter mais de quinze andares mas apenas tem oito. Senti-me uma verdadeira priveligiada ao estar ali em frente a este edifício, provavelmente um dos seus primeiros trabalhos arquitectónicos. Há ainda muitos mais por conhecer ainda em Belo Horizonte que ilustrarei numa futura visita à cidade!

IMG_3843

edifício memorial minas gerais vale, BH

IMG_3839

coreto na praça da liberdade, BH

Um obrigada à Lidy, irmã e amigas pois sem elas não me teria sentido tão confortável durante aquele bocadinho de visita ao centro de Belo Horizonte. É incrível como a nossa impressão sobre os lugares muda completamente conforme a nossa companhia. É mesmo verdade o ditado que afirma “as pessoas fazem o lugar”.