momento de viagem

sensações, emoções e imagens por aí!


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O turno de descanso

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fasten belt while you rest

Eu digo… Eu digo-vos qual o meu cenário imaginado antes de adormecer lá em cima, em cima das nuvens ou… do mar! Abaixo da Lua que hoje se enche de luz.

Era eu e ele, ou eu e tu!

Fomos estender-nos por cima das telhas de uma casa qualquer, algures no Alentejo ou também numa terra fria de céu transparente, bem lá no Norte. Embrulhámo-nos em mantas de barriga para cima. Olhos postos no céu, claro! E ali estavam elas, as estrelas que nos iluminam as noites. Brilhavam forte, eram como pequeninas pedras preciosas espalhadas no escuro.

Nós os dois ali no meio do quase nada, qual cidade qual quê! Eram as estrelas, o telhado, a Lua e nós. E depois adormeci como quem flutua pelo ar de tão leve e tão suave que se sente.

Há coisas tão simples e tão impossíveis de nos acontecerem depois de sermos adultos e responsáveis. Isso é tudo uma palhaçada na verdade… Porque não podemos apreciar as estrelas a partir de um telhado, nós dois e a Lua? Depois de crescidos? Depois de maduros?

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Ser bom? Ou mostrar ser? 

Um desabafo. Um momento de revolta. Um, dois, três, os que forem necessários para nos libertarmos disto, limparmos a alma e depois seguirmos em frente.

Deitamo-nos com as músicas na cabeça e adormecemos tarde porque os nossos horários de sono estão perdidos, eles nem sabem o que quer dizer a palavra rotina. Mas sim, o sacrifício compensa, é o que dizem. E de manhã cedo lá vamos, saltamos da cama confiantes que o esforço foi tudo o que quisémos e o que pudémos. Mais seria possível mas mais seria demais. Menos também, porém desistir não faz parte.

Somos bons? Ou mostramos ser bons? Tenho várias questões dentro de mim neste momento. Mais uma vez me apercebo que não mostro que sou boa, não valorizo as minhas capacidades, consequentemente os outros não as vêem, há sempre algo que está mal, e depois de tanta organização nos meus dias, tentar equilibrar os sacrifícios com o prazer, algo correu mal. Algo correu mal. Tanta coisa e tão pouca. 

É só um número! É… É verdade. Mas dói. Dói muito engolir. Não concordo e não concordarei. Não me conformo. Serei eu uma lunática? Não terei noção da realidade, dos factos? O que me falta, senhor? Senhores? 

Sei… Sei que não é isto o meu foco, não me é prioritário este número, estas aprovações ridículas como quem dá a migalha ao pombo que aterra por terra pedindo esmola. Que imagem humilhante é esta? Pena de mim? Terei eu pena de mim? Por vezes sim, mas outras não. E aí, aí não tenham pena também, não me olhem com esse ar, porque eu não vim gritar. Eu vim cantar e dançar. Ajudem-me. 

Ah não. Quem me ajudará serei eu mesma se não posso contar convosco. Víboras da terra tiram-me a paz. Mas não. Não tirarão o meu sonho. 


Protegido: Mile High Club! 

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O que se faz num avião à noite? 

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noite de lua cheia vista do ar

E são duas da manhã, ei!

E são três da manhã, ei!

E somos 200 e tal por cima do Atlântico, ei!

E o que fazemos? Hummm, vamos pedir um copinho de água para começar…. Temos sempre sede, está calor lá fora e o avião tem um ar muito seco! Ah espera, sentei-me em cima dos phones e agora não sei deles! Deixa ver se passa alguém para pedir outros…

Passageiro também tem frio depois da descolagem. Uma manta não é suficiente. Vamos pedir outra para prevenir. E agora sim, começa a nova fase do vôo: o entretenimento! Qual filme vou ver? Ah não, estou cansada deste, vou mudar o canal.

E agora deixa-me ver aqui no air show a quantos quilómetros estamos do destino. Ui, estamos a 11.000 metros de altitude! Uau, o Atlântico é tão grande!

Agora encho a minha almofada que comprei de propósito para esta viagem. Sem ela não consigo dormir. Ah, espera lá: vou fazer xixi antes de me instalar. Que chatice, é melhor calçar os sapatos para lá ir. Ou não, vou de meias, que se lixe, e o chão da casa-de-banho é sempre limpo!

Ups, decidi ir ao xixi mesmo na hora em que os tripulantes começam o serviço do jantar! Não vai dar para passarem com o carrinho e eu aqui! Ah não, eles dão o jeitinho, recuam para eu passar.

E pronto, agora jantamos. Carne ou peixe ou carne ou frango? Ai, não sei o que escolher. E bebida, o que tem? Bem, a comida nem é má…

Apagam as luzes do avião, mas nem tenho sono! O que vou fazer… Vou alongar as pernas lá atrás do avião, aproveito e peço outro copo de água!

Bem, agora sento-me e vejo outro filme. Ups, enganei-me no botão do comando, chamei os tripulantes ao meu lugar sem querer! Ah, já agora que venha outra água. Ah não, uma coca-cola, apetece-me!

E agora veremos se o sono vem. Olha, veio! Adormeci. E só acordo com as luzes do avião. Vão dar-nos mais papinha, que bom!

Ah, quero repetir o sumo de laranja… E o café! Mais açúcar! Leite! Que bom, esta viagem está a ser maravilhosa… Nada melhor para terminar uma viagem de dez horas do que assistir ao nascer do sol daqui, por cima das nuvens!

E o que faz qualquer tripulante durante este grande vôo?

LUTA contra o sono! Simples…


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O melhor meio para viajar

fotografia tirada de Vespa

fotografia tirada de Vespa

estação de comboio

estação de comboio

Li sobre a criatividade e confirmei que os tempos vazios nos alimentam a criação! Estou totalmente de acordo. Ocupação e compromissos bloqueiam. É uma seca!

Aproveitando este bocadinho vazio do meu dia, decidi registar uma reflexão sobre os meios de transporte que nós, raça humana,  criámos. Carro, bicicleta, mota, comboio, autocarro, avião, barco. Penso serem os principais. E agora a questão: qual o melhor para viajar?

Nenhum e todos. Mas porque raio tem a vida que ser tão subjectiva, tão livre e tão suspensa? Tão incerta?

Pois é… Tudo depende do contexto, da vontade, da acessibilidade, dos nossos recursos, do que procuramos sentir durante a viagem.

Percorri a Islândia de carro, mas a mota seria impossível dado o clima muito ventoso; andei de bicicleta em Buenos Aires, pois a pé não teria visto metade do que vi; fui de avião à Tailândia e sem ele nunca lá chegaria em 24h; subi parte do Douro num barco porque sem barco nunca veria tanta beleza às margens do rio nem poderia atracar e mergulhar na Ilha dos Amores; caminhei um dia inteiro em Roma e em tantas outras cidades, porque devagar é a melhor forma de sentir talvez; a minha primeira vez em Barcelona foi num autocarro turístico, sem isso não teria ficado com uma ideia global da cidade! De mota… De mota sentes o vento, o vento quente e o frio, os cheiros passam rapidamente, os barulhos estão muito mais vivos, e também vês coisas mais a nú que de carro não vês (aquela ponte de 7km entre as Keys da Flórida deve ser um sonho de mota!); o barco, dos grandes…. Um dia, ou um dia será o veleiro ao longo do sul da França, quem sabe; fazer o comboio Transiberiano que percorre toda a Rússia até à Sibéria há-de ser uma experiência única… Só o comboio passa por campos e zonas em que até as estradas são proíbidas, o som das carruagens passando os carris é tão singular…

Escolham. Escolham, mas não limitem a vida.


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“Alugue um guia turístico local antes de ir”

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Acabo de encontrar um texto informativo sobre um site “que liga turistas em busca de cultura a guias profissionais prontos a partilhar conhecimentos.”
O endereço é: meet trip
O artigo foi encontrado na revista Sábado desta semana, de 23 de Julho 2015, página 15.

Passo a citar:” Este serviço não substitui os melhores livros-guias turísticos, mas acrescenta conhecimento às suas férias. É uma comunidade para o mercado das viagens, onde moradores locais oferecem a visitantes uma grande variedade de experiências autênticas, revelando ao pormenor as suas cidades.
É uma espécie de Airbnb de guias turísticos: poderá reservar um mesmo antes de partir de férias. Basta escolher o destino, o idioma e procurar um guia ou uma actividade que vá ao encontro dos seus interesses.
Esta plataforma já está disponível para cidades de 67 países. Em Portugal ainda não e isso até sugere uma boa oportunidade para quem deseja obter um rendimento extra e tenha competências e experiência para ajudar turistas a descobrir lugares “não turísticos” em cidades portuguesas. Está tentado? Use o botão verde “became a guide” no website e registe-se.
Está disponível na web em http://www.meetrip.com, e em breve através das aplicações móveis iOS e Android. Existe também um serviço idêntico vocacionado para o mercado asiático e exactamente com o mesmo nome em www. meetrip.to.”


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Nigerianas

Estou a ficar um pouco preocupada com certas coisas… E por isso, após tentativa de ocupação com arrumações e limpezas de um dos meus bichinhos voadores, decido fazer algo que tenho evitado cada vez mais: ler notícias. Eu sei, sou uma lunática, sou uma ingénua e sou uma hippie que vive no país das maravilhas – dizem vocês.
E não, não é bem essa a realidade. A realidade verdadeira é que me dói falar sempre de coisas negativas, algumas que ainda não aconteceram mas que nos assombram com elas por todo lado, como se todos fôssemos videntes agora!
Hoje estou a sentir. Senti e estou a sentir… Preocupação… E, como digo no início, decidi ler notícias.
As nigerianas. Tinha uma vaga ideia da boa notícia de terem sido resgatadas pelo exército nigeriano ao Boko Haram, um bando de pessoas escuras e islamistas que raptam mulheres e as violam. Li nesta notícia de jornal que entre as quase 700, pelo menos 214 mulheres estão grávidas. Grávidas devido a violações, portanto. Passo a citar algumas palavras da notícia: “Tornaram-me um objecto sexual. Faziam turnos para se deitarem comigo. Agora estou grávida e não sei quem é o pai.” Asabe Aliyu, 23 anos. “Mulheres que se tinham escondido foram atropeladas por carros que avançaram sem saber que elas lá estavam.” Binta Abdullahi, 18 anos. “… mulheres e raparigas raptadas pelo grupo islamista – muitas depois de terem visto executados maridos e filhos mais velhos, no momento do rapto.” “Algumas morreram apedrejadas pelos raptores, outras no fogo cruzado entre islamistas e soldados nigerianos, outras atropeladas por carros de combate ou atingidas pelo rebentamento de minas.” Jornal Público, 5 de Maio 2015, página 27.

E depois disto já estou menos preocupada com a minha vida, definitivamente! 

Não esquecer que somos simples formigas neste planeta… Vamos fazer a nossa pequenina parte enquanto cá andamos, espalhando amor!