momento de viagem

sensações, emoções e imagens por aí!

O bom ambiente no trabalho

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Já falei sobre isto? Oh, e como me é tão valioso o bom ambiente no meu trabalho, e como lhe sou tão grata quase sempre que vou voar.

É importante dedicar alguns minutos de escrita a este tema. Sou uma sortuda por encontrar colegas de trabalho tão queridos e com tantas boas intenções. A maior parte das vezes é assim, venho para casa feliz: porque terminei mais uma jornada e posso finalmente descansar, e também porque me dei bem com eles e não me senti só mesmo longe de casa.

Tenho conversado com familiares sobre o ambiente no trabalho e infelizmente há outras áreas onde se criam grupos e chatices e que a partir daí pode não haver mais solução. Eu, apesar de ainda ser crente neste mundo tão escuro por vezes, parece-me que há lugares, pessoas e equipas que não vão sair do fundo do poço tão cedo.

Porém fico indignada e custa-me horrores aceitar a conformidade. Não sei se a aceito até, o que em certas situações nem me é favorável. Cansa-me mais, gasta-me mais e pode ser inglória.

Não percebo porque há pessoas tão mesquinhas, que ainda vivem a vida dos outros e a querem cada vez mais negra, cada vez pior. Não sei porque há pessoas que ainda acham que isso as faz mais felizes, como é que elas só vêem esta realidade para elas, a de se preocuparem com o bem ou mal estar do outro! Meus amores, há uma luz no fundo do túnel para vós: preocuparem-se com a vossa própria felicidade. Não queiram ficar na plateia a assistir às desgraças dos outros quando a vossa vida não avança, não melhora, só porque dá trabalho dar passos. E quando o outro dá esses passos vocês aplaudem quando lhe corre mal! Mas que coisa tão triste, que vida tão vazia têm vocês assim. Não queiram isso, levantem-se da poltrona e avancem também. Quando éramos pequeninos e começámos a caminhar, também chegámos a cair. E depois levantávamo-nos, com mais coragem até!

Concluindo, tenho mesmo muita sorte por ter um óptimo ambiente no meu trabalho. Desejo que todos sejam gratos por isto também! E assim a felicidade nos será mais plena, já que um terço das nossas vidas é passado em trabalho!…

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Blog de viagem da Momondo

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Olá meus leitores!

Vota no Momento de Viagem

Como já devem saber não gosto de me publicitar e adoro a discrição e a serenidade! Uma amiga, a minha companheira de viagem ao Myanmar, incentivou-me a concorrer ao Bloggers Open World Awards 2018 da Momondo. Concorri. Depois, como inventaram estas novas selecções através dos votos de amigos, online, decidi partilhar o link para votarem em mim. Hoje em dia há tantos amigos que nos pedem votos, somos bombardeados por links, posts e publicações, e por aí fora… Dou por mim a perceber que conseguia passar dias e dias colada à internet, a ler textos de outrém, a votar em coisas, a assinar petições, ler notícias, a ver fotos dos amigos e conhecidos, a pesquisar coisas, enfim… Vocês sabem…. Ocupar o tempo ou desperdiçá-lo? Não sei, penso que ambos dependendo dos dias!

E portanto, devo pedir-vos, em primeiro lugar, que não se incomodem nem desperdicem tempo com o voto no meu blog! De resto, caso vos apeteça motivar-me a continuar a escrever umas coisas engraçadas e leves sobre viagens, vão votar! O coração do momento de viagem vai ficar mais colorido assim!

Muito obrigada desde já! Boas viagens!!!

Vota no Momento de Viagem

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Sul de Lanzarote e Saramago

Hoje sinto-me um pouco adoentada, resultado do cansaço de ontem, mas estou tão bem… e aqui! Pois graças ao corpo cansado ando mais devagar. Pareço José Saramago quando falava e caminhava.

Fui visitar a casa onde José Saramago e Pilar del Rio viveram juntos durante 17 anos, até ao dia da sua morte (ou ida “para outro lugar”, como ele disse).

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casa José Saramago (pintura de César Manrique)

Mais do que uma casa é-nos oferecido um momento muito bonito: respira-se cultura e amor durante a visita. Para além do guia temos um áudio-guia também. Por sugestão do guia ouvi-o em espanhol, podem ter-me falhado algumas palavras mas o essencial estava lá e tem frases muito bonitas!

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casa José Saramago

As pedras eram muito admiradas por José Saramago, considerava-as o princípio da Terra. Adorava arte e por isso há muitas pinturas pela casa, tais como de Tàpies, Júlio Pomar, Idelfonso Aguilar (pintor importante em Lanzarote), César Manrique,… Retratos de escritores que o inspiravam: Fernando Pessoa, Camões, Kafka, Almeida Garrett, … Podemos também beber um café português Delta – quando tocavam na campainha de casa, Saramago tinha-a avariada, então tinha que ir ao pequeno portão abri-lo; convidava os visitantes a beber um café português.

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casa José Saramago

A biblioteca de José e Pilar é linda e recheada de livros. Aconselho vivamente que os portugueses visitem esta casa em Lanzarote!

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zona sul de Lanzarote

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parque nacional Timanfaya

Depois, rumo a Sul, almoço num dos únicos dois restaurantes de Fémes. Comi pimentos de padrón (adoro) e o prato típico de Lanzarote: cabrito. Oh Deus (ou Jesus segundo Saramago), não como carne desta há tanto tempo! Foi um esforço confesso, mas ao menos pareceu-me pelo paladar que o cabrito viveu feliz e em liberdade antes que eu o comesse.

Continuando a seguir para sul, encontro as Salinas, a Lagoa de Janubio e El Golfo. Vale a pena caminhar cinco minutos em El Golfo, para apreciar o fenómeno da Natureza: a  lagoa de Janubio.

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parque nacional Timanfaya

Por fim vou fazer a visita no Parque Nacional de Timanfaya. Quarenta minutos num autocarro com audio-guia, dando algumas noções de como se formou a ilha de Lanzarote, características e história dos vulcões que por ali pairam. Quanto fogo não se esconde por ali! E quanta calma se encontra nos vulcões também. Parecem tão sossegados, tão serenos, tão áridos e vazios de raiva. Será uma explosão sua significado de raiva? Ou simplesmente de força, de poder, de imponência…

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zona sul interior de Lanzarote

 

Sinto-me tão tranquila entre este fogo e este nada…


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Lanzarote a solo

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Lanzarote – flores, verde e castanho

Cada pessoa tem os seus sonhos a realizar, cada pessoa é responsável pela realização de muitos deles. E cada pessoa sabe, com o passar do tempo, quais se vão apagando, os que apenas adormecem e os que deixaram de ser sonhos porque passaram a realidade!

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Lanzarote – terra preta

Viajar a solo deixou de ser um sonho para mim. Pelo menos a estreia!!!

Fui a Lanzarote, nas Canárias. Fui ver Natureza, fui ver aquilo que parece o vazio e que afinal é o tudo: montes e montes de vulcões!

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Lanzarote – igreja

Quero partilhar-vos a vós mulheres que queiram viajar sozinhas, que tenham algures esse sonho, que eu adorei a experiência. O silêncio acompanhou-me por vários momentos, conversei comigo mesma, ri-me sozinha, tive medos (mas poucos), estive um pouco doente, comi o que quis, fiz o que quis, fotografei sempre que me apeteceu. Ouvi a música que quis, não me preocupei em agradar a mais ninguém que não a mim própria, enfim, gostei muito mesmo!

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Lanzarote – ervas secas, montes no fundo

Há algumas desvantagens mas não muitas… Penso que cada um tem os seus desafios a viver e este era sem dúvida um que eu precisava. Saí da minha zona de conforto. Para mim foi um acto de coragem. Mas só precisei dessa coragem até chegar ao aeroporto de Lisboa para embarcar no primeiro voo! A partir daí esqueci essa coragem, era dado adquirido e nem precisei dela.

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Lanzarote – cactos

Depois de sair da minha zona de conforto não houve outra solução que não fosse aproveitar a viagem e encarar as realidades que me encontravam. Dei-me muito bem.

Já sei sentar-me sozinha numa mesa de restaurante para comer! E observo mais, converso mais com quem me cruzo, estou mais atenta e ao mesmo tempo sei que não me vou irritar com quem poderia estar ao meu lado, eventualmente.

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Lanzarote – palmeiras em Haría

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Lanzarote – aldeias solitárias

É realmente uma nova sensação de liberdade – expressão tão cliché e tão forte para esta viagem a solo.

Se está na lista dos sonhos, sugiro que realizem este!

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Lanzarote – paredes brancas em cima de chão preto

 

 

 

 

 


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O turno de descanso

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fasten belt while you rest

Eu digo… Eu digo-vos qual o meu cenário imaginado antes de adormecer lá em cima, em cima das nuvens ou… do mar! Abaixo da Lua que hoje se enche de luz.

Era eu e ele, ou eu e tu!

Fomos estender-nos por cima das telhas de uma casa qualquer, algures no Alentejo ou também numa terra fria de céu transparente, bem lá no Norte. Embrulhámo-nos em mantas de barriga para cima. Olhos postos no céu, claro! E ali estavam elas, as estrelas que nos iluminam as noites. Brilhavam forte, eram como pequeninas pedras preciosas espalhadas no escuro.

Nós os dois ali no meio do quase nada, qual cidade qual quê! Eram as estrelas, o telhado, a Lua e nós. E depois adormeci como quem flutua pelo ar de tão leve e tão suave que se sente.

Há coisas tão simples e tão impossíveis de nos acontecerem depois de sermos adultos e responsáveis. Isso é tudo uma palhaçada na verdade… Porque não podemos apreciar as estrelas a partir de um telhado, nós dois e a Lua? Depois de crescidos? Depois de maduros?


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Ser bom? Ou mostrar ser? 

Um desabafo. Um momento de revolta. Um, dois, três, os que forem necessários para nos libertarmos disto, limparmos a alma e depois seguirmos em frente.

Deitamo-nos com as músicas na cabeça e adormecemos tarde porque os nossos horários de sono estão perdidos, eles nem sabem o que quer dizer a palavra rotina. Mas sim, o sacrifício compensa, é o que dizem. E de manhã cedo lá vamos, saltamos da cama confiantes que o esforço foi tudo o que quisémos e o que pudémos. Mais seria possível mas mais seria demais. Menos também, porém desistir não faz parte.

Somos bons? Ou mostramos ser bons? Tenho várias questões dentro de mim neste momento. Mais uma vez me apercebo que não mostro que sou boa, não valorizo as minhas capacidades, consequentemente os outros não as vêem, há sempre algo que está mal, e depois de tanta organização nos meus dias, tentar equilibrar os sacrifícios com o prazer, algo correu mal. Algo correu mal. Tanta coisa e tão pouca. 

É só um número! É… É verdade. Mas dói. Dói muito engolir. Não concordo e não concordarei. Não me conformo. Serei eu uma lunática? Não terei noção da realidade, dos factos? O que me falta, senhor? Senhores? 

Sei… Sei que não é isto o meu foco, não me é prioritário este número, estas aprovações ridículas como quem dá a migalha ao pombo que aterra por terra pedindo esmola. Que imagem humilhante é esta? Pena de mim? Terei eu pena de mim? Por vezes sim, mas outras não. E aí, aí não tenham pena também, não me olhem com esse ar, porque eu não vim gritar. Eu vim cantar e dançar. Ajudem-me. 

Ah não. Quem me ajudará serei eu mesma se não posso contar convosco. Víboras da terra tiram-me a paz. Mas não. Não tirarão o meu sonho. 


Protegido: Mile High Club! 

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