momento de viagem

sensações, emoções e imagens por aí!


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Duvidar das escolhas!!

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Rio Douro – dia feliz

Nunca vos aconteceu adorarem o vosso trabalho e… de vez em quando lhe terem uma certa raiva, só porque o Universo vos oferece alguns daqueles clientes que vocês detestam? Bem, não é assim tão dramático, é mais aquela sensação de quem precisa urgentemente de reservar as suas energias mas os clientes não sentem isso, então gastam-vos e gastam… e gastam. E num dia em que a vida já vos havia trazido momentos menos felizes logo ao acordar, vocês sentem raiva…

Sentem aquela vontade de gritar bem alto em modo desesperado, que ninguém vos chateie, que ninguém tem o direito de vos gastar, e que a gruta lá nas ilhas tailandesas, isolada do mundo real, seria o paraíso para vós.

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Rio Douro – protecção

Sentem urgência em voltar aos tempos de infância, em ser felizes com os legos por um dia inteiro, em dançar e cantar aos gritos a Céline Dion, em ser artistas e dissertar sobre coisas estranhas da vida e do Planeta, em passar horas e horas a fazer malha com duas agulhas e um novelo de lã, ao quente da lareira, imaginando fotografias e desenhos inspiradores, alternativos.

Mas não, a porcaria da vida adulta apresenta-nos pressões, obrigações, contrariedades, cansaços, responsabilidades. E se assim não o formos não somos gente. E depois ficamos com dúvidas de nós próprios, se realmente escolhemos o caminho que mais queríamos, o que mais nos faria feliz. Porque na verdade, eu sou feliz. Mas… Há aqueles dias em que os pequenos pormenores que se copulam à rotação do Planeta vão surgindo devagar e vão-nos provocando cada vez mais essa raiva que falo acima.

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plantas – natureza

 

 

Raiva por mim própria quiçá! Por escolher caminhos, por não ser o que os outros querem que seja, por querer mudar reações nos outros que talvez seja eu a proporcioná-las.

Adorava também, que todos nós fizéssemos estas auto-análises de vez em quando, não só eu. O mundo poderia ser mais generoso e amoroso assim. Até porque, talvez este seja apenas um problema de amor. Apenas…. Um problema de amor…

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Aldeias do xisto

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saída de Lousã

Dediquei o dia a uma amostra de aldeias do xisto. O site Aldeias do Xisto explica-nos ao pormenor o projecto criado entre 2000 e 2002 para requalificar e divulgar aldeias construídas à base de xisto, uma pedra muito abundante na região centro de Portugal.

Com sugestões de amigos e colegas com quem havia conversado recentemente decidi concentrar a visita no concelho da Lousã, à excepção de Piódão que ficou para o fim de tarde e que nem faz parte deste projecto.

Próximo de Coimbra sai-se da auto-estrada em direcção a Lousã. Com a ajuda do GPS encontrei a ruínha que me indicava o caminho para algumas idílicas aldeias: Chiqueiro, Casal Novo, Talasnal, Candal, Cerdeira.

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aldeia Chiqueiro

Fiz uma pequenina caminhada pela Natureza até Chiqueiro. Um quilómetro para cada lado bastou para ouvir a minha respiração ofegante e o silêncio do campo. Comecei a invadir os caminhos da aldeia, até que ouvi um cão ladrar. Logo de seguida abre-se uma janela: é uma habitante que espreita quem anda de visita. Converso um pouco com a senhora, diz-me que há quem acredite que a Princesa Peralta se refugiou nesta aldeia aquando de umas invasões. A PIDE, diz ela, limpou as provas que pudessem confirmar esse refúgio!

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logotipo Aldeias do Xisto

O silêncio seguido desta conversa é tão saboroso quanto as fotografias que imagino antes de disparar a máquina. Não sei se consegui concretizar as imagens que idealizava mas o tempo que estive na aldeia Chiqueiro e a caminhada para e de lá superaram as minhas expectativas. Já não me arrependi por não ter ido andar de avião nestas férias.

 

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entrada da aldeia Talasnal

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Talasnal – identificação de caminho pedestre

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gato que se lava em Talasnal

Entretanto, a aldeia do Talasnal é mais movimentada e… é linda. Se quisermos caminhar também há um castelo a aproximadamente dois quilómetros da aldeia. Há duas ou três pequenas lojas com produtos locais e artesanato à venda, há um café, alguns gatos e um alojamento turístico.

 

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eu em Talasnal

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janela na aldeia Cerdeira

Passei por Candal de carro mas não parei. O dia passou a correr, então depois só parei na aldeia de Cerdeira. Bebi água de uma pequena fonte onde uma caneca branca antiga me esperava para me servir. Adorei esse pormenor. Cerdeira tem um espaço turístico e não só; a aldeia estava quase vazia mas esse espaço pareceu-me muito convidativo: Cerdeira Village. É sem sombra de dúvidas uma aldeia a explorar.

Por fim decidi ainda ir até Piódão. Ainda hesitei porque me esperavam duas horas de caminho, só lá chegaria às 18.30 horas; e também porque é uma aldeia que não me parece precisar assim tanto da minha visita: afinal de contas todos já a conhecem e eu tenho as minhas manias de não ir onde todos vão. Enfim, por fim cedi à minha arrogância e meti-me no caminho de Piódão.

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Piódão no anoitecer

E que bonita aldeia de Natal… Comi-lhes uma sopa quentinha com couves e vi-lhes nascer o anoitecer. Foi nesse anoitecer que as luzes vieram: uma autêntica aldeia do Natal! Foi um cair a cortina maravilhoso para o meu dia pelas aldeias do xisto. Mais: após uns dez minutos de caminho saindo de Piódão, contorno um monte e encontro o céu todo vermelhinho, como se fosse o delinear de todos os montes ali até Coimbra. Foi um fim de tarde memorável que me deixará saudades. A sorte é que Portugal é mesmo aqui!! Não tardarei em ir conhecer mais aldeias do xisto, quem sabe em duas rodas um dia!

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pôr do sol atrás dos montes


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Esperar no aeroporto

Estou retida no aeroporto do Porto. Só por umas horas, claro! É que, hoje é dia 31 de Julho… Podia ser o dia 4 de Fevereiro e já não ficaria retida aqui. Ou o 9 de Novembro!

Mas bem, parecia-me um dia tranquilo na aviação, enganei-me. Tem dias que é tão bom andarmos distraídos do que se passa ao nosso redor, sermos crentes, estarmos alienados ao facto de hoje ser dia 31 de Julho e não termos a noção de que tantos mas tantos seres decidem fazer férias e andar de avião nesta época!

Hoje não é dia de me enervar, de me irritar com isto. Hoje é dia de aproveitar o tempo livre neste aeroporto para ir adiantando tarefas que me dão prazer, que podia fazer em casa mas que já ficarão feitas aqui: beber água, comer um pão com queijo; ler um pouco do meu livro; ir ao WC; meditar; ver lojas de roupa; actualizar o mail; mandar mensagens às minhas pessoas; escrever este post. Pois pior seria se tivesse hora marcada para ir trabalhar hoje! Pois pior seria se o meu avião partisse o trem de aterragem. Pois pior seria se tivesse que chorar aquilo que chorava aquela jovem ali no corredor do WC!

Como? Hein? Chorar? Do que me falas, maricleta? Quem? Quem é que estava a chorar no corredor do WC?

Não resisto em desenvolver um pouco sobre este fatídico momento: não vou ser chata porque o próximo avião aterra já por cá e eu tenho que ir ali à porta de embarque pedinchar o meu lugarzinho no “céu”.

Quando ia ao WC ouvi uma rapariga soluçar, falar com voz de choro. Não tardei em encontrá-la no corredor que nos leva ao WC, de pé apoiada na parede, virada para um canto. Ao telefone. Estava desesperada, quase sem conseguir falar de tanto chorar. Fui ao WC pensando naquilo: devia ir ter com ela para ver se lhe podia dar algum alento? Voltei do WC. Já não estava sozinha, havia um jovem ao lado dela, esperando que ela terminasse a conversa por telefone. Não está sozinha, o assunto é grave mas não tanto quanto se estivesse sozinha ali! Pois quem está na zona pós raio X é porque vai andar de avião (adoro dizer isto como se fosse uma criança em vez de ser adulta e dizer que “vai viajar”), e ter que voar sozinha invadida por um choro daqueles não é pêra doce!

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fim de tarde no aeroporto de Lisboa

Vim para as cadeiras, neste caso vim ao computador que o aeroporto nos disponibiliza. Vocês acreditam que nos 20 segundos de caminho até aqui se me molharam os olhos por pensar que lhe pode ter morrido alguém? É possível, porque todos nós em algum dia das nossas vidas perdemos alguém que nos é próximo. É possível porque depois de nascermos um dia vamos todos morrer. Mas caramba, o Universo livrou-me deste choro num aeroporto até aos dias de hoje. Sou uma sortuda! (pausa para olhar a pista do aeroporto)

(pausa para olhar o céu que me parece ser azul mas que afinal o infinito é que o é)

(pausa para olhar as nuvens pequeninas a flutuar por aí)

(pausa para ver um avião aterrar)

E… Respira, respira, respira! Vai respirar a humidade do mar e dos peixes ali na praia, sente o orvalho do fim de tarde te hidratar a pele, molha os pés na espuma de uma onda e desenha um coração na areia com o dedo indicador.

Entretanto esse choro acalma e passará a outros mais calmos; expressivos na mesma, mas mais serenos!

Isto é viver sem dúvida, mas adorava ser poupada de choros desesperados num aeroporto! Ela, a jovem, não foi poupada. Oxalá as nuvens do vôo a acalmem um pouco!

Sair da cidade

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Já escrevi imenso sobre estas diferenças, desculpem-me a maçada, não me leiam se cansados estão deste tema cidade/campo.

O título não refere campo porém, porque na verdade não estacionei no campo. Aqui é praia com a sensação de cidade pequena. Precisei de uns três ou quatro dias para me aperceber que não estava em Lisboa. Ou para ser mais rigorosa, esses dias serviram mais para me sentir fora de Lisboa. São sempre necessários uns dias para me adaptar à dinâmica de cada lugar. É a mesmíssima coisa que quando viajamos para um lugar desconhecido: no primeiro dia somos meras visitas estranhas; nos segundo e terceiro vamos explorar a zona; ao quarto dia já estamos na posição de quem lá vive, observando os novos visitantes chegar!

Aqui é onde cresci. Lembro-me que tinha tempo para desesperar de não haver nada para fazer. Íamos ao pinhal apanhar framboesas para fazermos bolo de framboesa, apanhávamos maracujás no nosso pequeno pomar e fazíamos um lanche com eles; no restaurante dos meus pais lembrava-me de fazer limonada com os limões do nosso quintal, oferecia a limonada bem fresquinha aos funcionários; caminhávamos quarenta e cinco minutos para ir à praia ou pegávamos nas bicicletas e descíamos, sempre com a pequena angústia do sofrimento da subida no regresso a casa; íamos à Quinta do Engenho Novo de bicicleta, parávamos num canto à sombra dos eucaliptos, comíamos bolachas secas e falávamos de boca cheia; bebíamos água enquanto se ouviam os pássaros cantar e voar.

Aqui também me apercebo que é muito fácil encontrar pessoas vestidas de forma muito simples, sem bom gosto até. Não há preocupação em estar apresentável, qualquer farrapo serve. Vestem-se bem quando vão a casamentos, comunhões, jantares de família… Não vêem a Fashion TV com certeza, eu também não a tenho visto mas o facto de me movimentar por cidades grandes dá-me o privilégio de ver desfiles improváveis com modas que me inspiram. Mas isso não basta, não basta não! É preciso ter vontade, é preciso querer, é preciso estar atento a nós e ao que se passa à nossa volta; é preciso curiosidade, muita mesmo. É preciso ter esperança, esperança que os dias não são só dias, que esses dias nos levam a momentos prazerosos, recheados de novas experiências e novas sensações. Se tivermos essa esperança teremos bem mais vontade de evoluir, tanto de aspecto quanto de alma. Penso que este é um assunto a meditar, principalmente para quem vive em lugares mais pequenos.

Já na cidade, numa cidade grande, tem dias que mais nos valia fechar os olhos para não vermos tanta informação ao mesmo tempo. Ficamos confusos com anúncios e painéis que indirectamente nos manipulam, e que ainda por cima mudam todas as semanas ou todos os dias!

Na cidade as distâncias distanciam-nos. O trânsito atrasa-nos, limita-nos os dias certamente. Mas na cidade há oferta, só não faz nada quem realmente não quer ou então porque se obriga a parar , já que o movimento cansa e os dias inertes merecem tanta importância apesar de se julgarem insignificantes. Na cidade não há tempo para observar os desconhecidos, estar com os nossos é limitado e então tudo tem que ser concentrado e intenso, sem outras distracções. Insisto em sublinhar que a informação e as oportunidades em massa nos tornam confusos, mais indecisos talvez.

Será isto tudo verdade? Por vezes, quando termino a escrita fico com a sensação que tudo o que digo pode ser falso. Mas é o que imagino, o que sinto, o que me parece no momento da escrita. E nós mudamos, somos realmente influenciados pelas vivências e experiências, é o mesmo ser em constante mutação!

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A vela e a vida

Consegui encontrar a ligação entre os veleiros e a vida.

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veleiro através de um veleiro

Começo a perceber um pouquinho que nem sempre conseguimos seguir o nosso rumo porque o vento nos troca as voltas. Ou, espera… Mas afinal sempre se conseguiu: queres ir até Cascais, vais; queres passar ao lado do Terreiro do Paço, vais; queres afastar-te de outros barcos, afastas-te. Afinal conseguimos ir sempre para onde queremos?

Uma coisa é certa: se não sabemos qual o destino escolhido, vamos a algum lado, só não sabemos efectivamente onde, e podemos sempre chocar em algum obstáculo caso nos deixemos ir sem nenhuma rédea.

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margem sul de Lisboa – indústria mas com cor

Adorava ser capaz de controlar sempre o meu leme, saber sempre para onde quero ir, saber sempre em que grau direccionar as velas para que o vento me leve lá. Mas a piada da vida, dizem, é andarmos ao longo dos anos a experimentar e aprender novas técnicas e ferramentas para irmos afinando o nosso “barco”. Enquanto experimentamos vamos falhando e chegando a lugares indesejados. Marés e ventos fortes que nunca antes navegámos e que nos fazem perder totalmente o controle! Cairmos na água? Ah sim, parece que sim, que pode acontecer. Quem me dera nunca lá cair, pois depois da molha tenho que secar tudo: roupa e corpo (e alma?). Pode demorar umas horas ou dias, meses ou mesmo anos!

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Ponte 25 de Abril, rio Tejo

Porque na vida vivemos coisas que depois teimam em perpetuar-se dentro de nós. Temos muito o discurso de deixar fluir, de nos deixarmos levar pelo som do vento (como no veleiro?), mas a verdade é que ninguém ou quase ninguém vive assim: eles têm um destino programado, eles projectam coisas, eles vão atrás dos seus objectivos. É mentira. É mentira quando me dizem para descomplicar, quando me dizem para seguir apenas as sensações, a alma. Ai de mim!!

Ai de mim que me deixe levar pela corrente sem destino marcado!

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Terreiro do Paço a partir do Tejo

Então, não é assim quando se abre as velas do barco: decide-se o destino e trabalha-se nesse sentido? Aproveita-se o vento sim, mas a nosso favor.

Na verdade, nada é matemático aqui, tanto na vida como no veleiro. Mas encontrei mais uma verdade: é bom sabermos qual o rumo a seguir. Vamos lá com o vento mas o “lá” é bom que seja definido!


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Piano na natureza da Gulbenkian


Mario Formenti está dentro de uma casa de madeira aqui no anfiteatro ao ar livre da Fundação Gulbenkian. Vinte dias exposto a quem entra e sai e vinte dias com um piano de cauda, em que o objectivo principal é tocar nele. O nome da intervenção é “Nowhere”, evento do BOCA, bienal de artes contemporâneas. (Terminou hoje dia 29 de Abril)

O ar está um pouco abafado mas o silêncio, o espaço envolvente, o tempo de reverberação do som curtinho e agradável, e as notas do piano… Dão-me vontade de dormir aqui uma sesta e também de um dia ter esta ou outra oportunidade parecida. É realmente um teste aos seus limites e é também um bom treino ao piano. Ele não precisa disto talvez, eu sim. Dedicar vinte dias a fazer algo, durante quase 10h por dia, vai dar-nos novas competências com certeza… 

Será no campo, aliás, num lugar afastado de prédios altos, de buzinas dos carros, afastado de multidões que atravessam a rua. 

No outro dia conversava sobre as razões de certos acontecimentos na nossa vida. Mas porque precisamos de racionalizar tudo, porque preciso eu de me explicar quando falo desta minha obsessão pelo piano, pela música…? Há coisas que não vale a pena explicar, há sonhos que surgem não se sabe de onde mas o importante é realizá-los.

Há momentos artísticos como este que nos reacendem sonhos, cenários ideais que nos parecem nunca mais acontecer de tanto que os queremos vivos aqui na nossa mão! Que o Universo conspire a favor, por favor! 


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Graça Morais- Fundação Champalimaud

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eu e a amiga – Fundação Champalimaud

Que eu escrevia com paixão, dizia. E eu, que me soube tão bem ouvir aquilo. Que sei ter dias em que não tenho vontade de partilhar viagens, ou que me acho mediana na escrita, e insisto porque gosto desta continuidade!

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exposição Graça Morais

E que hoje ia ser Lisboa a viagem. Só invento, dizem eles. Mas não, Lisboa é-me tão pouco familiar vulgarmente. A arte visual é-me desconhecida aqui. Hoje vou lá, com uma amiga e mais o sol que nos vai tocando para aquecer.

Há uma exposição da Graça Morais na Fundação Champalimaud, entrada grátis. A arte pode ser grátis. E pode representar o drama, o sagrado e o profano, a aldeia, a satisfação de quem trabalha no campo, a tradição, … Não é qualquer pessoa que faz arte, não é qualquer um que se aponta como artista. E que… Que encontra inspiração no que vê e no que vive. Que consegue pintar, desenhar, descrever, moldar, o que vê mas com mais o que sente.

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exposição Graça Morais

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exposição Graça Morais

Que a arte não tem importância nas nossas vidas, não é essencial à sobrevivência, não. Eles julgam-na mal, julgam a arte uma invenção dispensável. Do que me lembro, do que estudei e do que me faltou estudar sobre arte, ficaria aqui mil anos a conversar sobre arte, a dissecar com os outros se a arte é assim ou se é assado. Se isto ou aquilo podem ser considerados arte. Porque no fundo todos somos artistas, pelo menos por uma vez na vida. A arte pode apenas ser criatividade!

Oh, Graça Morais, como chegou a esta técnica de pintura em que desenha o que vê, mas com distorção, uma distorção obscura, com soturnidade e sofrimento, talvez? E aldeia…

Uma grande reportagem sobre Graça Morais aqui .

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Darwin’s café – rio Tejo

Tenho eu duas tias artistas, cada uma com a sua arte: Graça Martins e Isabel de Sá. Mas hoje a arte foi em Lisboa, a arte de uma estranha que se fez conhecida. Obrigada pelo momento amiga, pelo sol e pela arte. O céu estava bem azul!

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Darwin’s café – rio Tejo