momento de viagem

sensações, emoções e imagens por aí!


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Manhattan by bike

Hoje repito um programa já estreado: alugar uma bicicleta da city bike em Nova Iorque. São 12 dólares mais taxa, e se não ultrapassar os 30 minutos em cada volta não pago mais nada. Apesar dos pequenos perigos que nem são muitos visto hoje ser domingo, prefiro esta forma de deslocação ao metro. No metro está escuro e não se vêem as vistas, claro.

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citybike em NY

Fui pedalar até à beira rio, zona de Chelsea. Aí não era a única definitivamente: imensos nova iorquinos vão fazer o seu jogging ou bicicleta ali. No Chelsea piers, o cais, há um pavilhão enorme onde se praticam vários desportos, penso que o basebol, não vi muito bem.

Ao lado desta avenida encontra-se um edifício muito bonito arquitectonicamente falando. Um hotel, penso. Entretanto vejo o Museu Whitney. Bonito por fora e há-de sê-lo também por dentro, mas está agradável cá fora, decidi adiar a visita para um dia frio e chuvoso ou de neve!

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arquitectura em Chelsea, NY

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treinos de basebol ao domingo de manhã, em Chelsea,NY

Encaixo-me para dentro de Manhattan quando o rio já me satisfez, acabo por chegar à entrada da China town, da Little Italy e depois chego ao Soho.

É domingo. O brunch é devorado por pessoas bem aparentadas, em lugares bem aparentados. Há uma feirinha de produtos artesanais em Soho e outra dedicada às crianças, em Chelsea, quando me desloco até lá novamente.

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little italy, NY

Na verdade, não sei muito bem qual será o meu rumo à parte de andar a procurar umas adidas e que enquanto isso vou observando a vida dos nova iorquinos num domingo de meio sol meio nuvens. Desci até ao Financial District e subi novamente para próximo da Pennsilvania Station. Pelo caminho, como me sinto tão bem a pedalar na cidade. Páro quando me apetece para caminhar ou ir a alguma loja ou parque; como iogurtes do Starbucks ou melancias do supermercado; há de tudo em toda parte, há galerias de arte lindas por dentro e lojas de roupa ou calçado que são autênticas galerias de arte também.

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ruas de NY

 

O Parque Bryant tem música ao vivo hoje, é domingo. Um dia destes fico lá uma tarde inteira!

E o meu dia de bike em Manhattan vai terminar, não antes de ir conviver um pouco com um colega! Mas começou cedo e por isso me despeço para ir subir ao comboio até New Jersey.

Não se acanhem quanto à bicicleta em Nova Iorque, principalmente se for domingo ou feriado, em que o trânsito é menor! Ou que o programa seja circular pelo Central Parque, sem dúvida que a bike é das melhores formas de o fazer se não a melhor.

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O bom ambiente no trabalho

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Já falei sobre isto? Oh, e como me é tão valioso o bom ambiente no meu trabalho, e como lhe sou tão grata quase sempre que vou voar.

É importante dedicar alguns minutos de escrita a este tema. Sou uma sortuda por encontrar colegas de trabalho tão queridos e com tantas boas intenções. A maior parte das vezes é assim, venho para casa feliz: porque terminei mais uma jornada e posso finalmente descansar, e também porque me dei bem com eles e não me senti só mesmo longe de casa.

Tenho conversado com familiares sobre o ambiente no trabalho e infelizmente há outras áreas onde se criam grupos e chatices e que a partir daí pode não haver mais solução. Eu, apesar de ainda ser crente neste mundo tão escuro por vezes, parece-me que há lugares, pessoas e equipas que não vão sair do fundo do poço tão cedo.

Porém fico indignada e custa-me horrores aceitar a conformidade. Não sei se a aceito até, o que em certas situações nem me é favorável. Cansa-me mais, gasta-me mais e pode ser inglória.

Não percebo porque há pessoas tão mesquinhas, que ainda vivem a vida dos outros e a querem cada vez mais negra, cada vez pior. Não sei porque há pessoas que ainda acham que isso as faz mais felizes, como é que elas só vêem esta realidade para elas, a de se preocuparem com o bem ou mal estar do outro! Meus amores, há uma luz no fundo do túnel para vós: preocuparem-se com a vossa própria felicidade. Não queiram ficar na plateia a assistir às desgraças dos outros quando a vossa vida não avança, não melhora, só porque dá trabalho dar passos. E quando o outro dá esses passos vocês aplaudem quando lhe corre mal! Mas que coisa tão triste, que vida tão vazia têm vocês assim. Não queiram isso, levantem-se da poltrona e avancem também. Quando éramos pequeninos e começámos a caminhar, também chegámos a cair. E depois levantávamo-nos, com mais coragem até!

Concluindo, tenho mesmo muita sorte por ter um óptimo ambiente no meu trabalho. Desejo que todos sejam gratos por isto também! E assim a felicidade nos será mais plena, já que um terço das nossas vidas é passado em trabalho!…

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Japan House – São Paulo

Há lugares que nos inspiram a ir pesquisar sobre o porquê de existirem, sobre histórias e a História. São Paulo, no Brasil, é a cidade com a comunidade maior de japoneses fora do Japão. E por isso talvez alguém se tenha lembrado finalmente de criar uma pequena casa dedicada ao Japão.

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exterior da Japan House

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exposição de Oscar Oiwa – no paraíso – desenhando o efémero

A Japan House fica na Avenida Paulista, é só procurar no mapa! Próximo dela há a Casa das Rosas, um espaço cultural mais ligado à literatura e teatro. Aqui na Japan House podemos encontrar exposições de artistas japoneses ou descendentes de japoneses, como é o caso de Oscar Oiwa, artista plástico que viveu grande parte da sua vida em São Paulo, ali próximo da Japan House. Agora vive em Nova Iorque e também experimentou as terras nipónicas por alguns anos. Foi-se sentindo cada vez mais em casa ao longo do tempo que ali permanecia. Naturalmente as suas paisagens e vivências o inspiraram a alimentar a sua arte: desenhar e pintar. A bolha onde desenhou o seu ideal de paraíso é tão fofa! Ilustro-a um pouco aqui mas, tal como o paraíso há-de ser, só lá estando é que se sente de verdade o bem estar e a serenidade criados com aquele cenário.

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exposição de Oscar Oiwa – no paraíso – desenhando o efémero

A Japan House tem três andares, no mais alto há um restaurante japonês. Em baixo está um café, bem colado à biblioteca de livros apenas para consulta, que podemos folhear sentados nos sofás para o efeito. Em frente aos sofás encontramos um pequenino jardim que me parece ser feito à medida dos japoneses. Vocês sabem que eu nunca lá fui, mas é a ideia que tenho destes jardins e não estou enganada com certeza. Ouvi ali – quando folheava livros de arquitectura japonesa – um senhor é uma jovem, ele a partilhar as sensações que se pode obter com a contemplação destes jardins no Japão. Ambos de origem japonesa, as feições deles não deixam dúvida alguma. Gostei daquele momento e do jardim… E dos livros e dos sofás!

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livro e jardim interior na Japan House

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exterior da Japan House

Resta-me sugerir a visita a esta casa a quem gosta de cultura e da serenidade que algumas paisagens japonesas transmitem. Parece que ando nos preliminares da minha visita lá, àquela longínqua terra onde eu disse que um dia chegaria! Lá chegarei pois claro!

Blog de viagem da Momondo

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Olá meus leitores!

Vota no Momento de Viagem

Como já devem saber não gosto de me publicitar e adoro a discrição e a serenidade! Uma amiga, a minha companheira de viagem ao Myanmar, incentivou-me a concorrer ao Bloggers Open World Awards 2018 da Momondo. Concorri. Depois, como inventaram estas novas selecções através dos votos de amigos, online, decidi partilhar o link para votarem em mim. Hoje em dia há tantos amigos que nos pedem votos, somos bombardeados por links, posts e publicações, e por aí fora… Dou por mim a perceber que conseguia passar dias e dias colada à internet, a ler textos de outrém, a votar em coisas, a assinar petições, ler notícias, a ver fotos dos amigos e conhecidos, a pesquisar coisas, enfim… Vocês sabem…. Ocupar o tempo ou desperdiçá-lo? Não sei, penso que ambos dependendo dos dias!

E portanto, devo pedir-vos, em primeiro lugar, que não se incomodem nem desperdicem tempo com o voto no meu blog! De resto, caso vos apeteça motivar-me a continuar a escrever umas coisas engraçadas e leves sobre viagens, vão votar! O coração do momento de viagem vai ficar mais colorido assim!

Muito obrigada desde já! Boas viagens!!!

Vota no Momento de Viagem

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Norte de Lanzarote

O dia mais cinzento e fresco mas que terminou em grande, definitivamente: essencialmente porque sobrevivi 😊

O hoje estava reservado à zona Norte de Lanzarote. Houve uma lógica: é sábado e há mercado de artesanato em Haría, uma vila lá em cima!

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a sorte de passar por caminhos de terra!

Em primeiro lugar decido passar por Teguise mas vou até lá através de uma rua de terra. Encontrei três camelos a pastar, tão fofos! Reparei que têm que levantar o pescoço para mastigarem e engolirem a erva, facto curioso para mim!

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camelos aos pares

Depois de Teguise rumo a Guatiza e vou visitar o Jardin de Cactus, criado pelo fantástico artista que fez maravilhas nesta ilha, César Manrique! Fiquei com a sensação que há milhentas espécies de cactos pelo mundo fora e muitas estão representadas neste jardim.

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jardín de cactus – quero um destes!

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jardín de cactus – Guatiza

Agora sim, farei a próxima parecem em Haría. Viro para Tabayesco e o caminho daí até Haría é muito bonito mas também deveras sinuoso! E quase só passa um carro de cada vez na sua largura. Encontram-se imensos ciclistas nesta estrada, ah valentes!!!

Haría tem muitas palmeiras e o mercado de artesanato é engraçado. Fiz uma caminhada de máquina fotográfica ao pescoço e não me arrependi. Há aqui também uma casa museu de César Manrique. Não a visitei pois a ânsia de ar livre e natureza é maior.

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entre Tabayesco e Haría

 

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caminhada em Haría

O mirador del río aparentemente também foi criado por Manrique, mas estava imenso nevoeiro (não ia ver bem a vista) e também uma grande excursão em fila para entrar. Dei meia volta rumo ao sol do centro da ilha!

O almoço em Teguise foi fantástico: era a única cliente a almoçar àquela hora. Esvaziei o prato e pude ouvir o silêncio dentro de um restaurante, um delírio! Teguise foi a primeira capital de Lanzarote no século XV, e vale a pena caminhá-la, é uma bonita cidade! Ao domingo de manhã há mercado aqui.

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centro histórico de Teguise

Por fim, eis que, após pesquisa durante o almoço, experimento a caminhada que parte da localidade de Tenesar, próximo de Tinajo, sempre por cima de pedras vulcânicas, até à praia Islote. Não encontro o link onde li testemunho desta caminhada, mas com alguma dedicação, quem for curioso há-de encontrar alguma informação sobre este trilho.

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pôr do sol na praia de Islote

 

Esta caminhada teve duração aproximada de uma hora e eu era a única pessoa a fazê-la naquele momento! A minha intenção seria apreciar o pôr do sol no mar, eu entre tanta lava seca e numa pequena praia que só tem acesso através do trilho (Islote); a máquina fotográfica iria fazer maravilhas por mim e eu sentiria a verdadeira sensação de liberdade e êxtase por estar totalmente inserida numa paisagem natural, deserta, mística, misteriosa, que acredito tantos lugares vulcânicos ofereçam!

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pelo trilho entre lava e mar

O trilho é por vezes muito tosco de se compreender e é preciso um bom calçado que não se danifique facilmente com tantas pedras irregulares de calcamos. A partir de certa altura comecei a ganhar medos: estava mesmo ao lado do mar revolto que luta sistematicamente contra a parede de lava e o trilho foi criado no limite dessa mesma parede! A altura entre mim e o mar começou a aumentar e percebi que olhar para o mar já não tinha encanto mas sim medo! Pensei em cenários assustadores enquanto caminhava por cima daquelas pedras mortas. O contraste entre essas pedras e o mar que não pára de se mexer é tão fantástico quanto assustador. Hesitei por duas vezes, em dois momentos quis voltar para trás e falei comigo mesma. Mas não… Não desisti, arrisquei, até porque esta viagem foi realizada para isso mesmo, para não desistir.

Continuei a caminhada até encontrar a tal pequena praia de areia preta mas tão brilhante – Islote. Mais caminho havia por fazer se eu quisesse (praia de Gaviota), mas a minha meta era aquela. E o sol já se escondia entre nuvens passageiras, as pedras e o mar! Aí, nessa praia, criei um plano para o caminho de regresso: meti música nos ouvidos para não ouvir a Natureza em seu esplendor, não olharia mais para o mar, caminharia mais rápido um pouco e as fotografias seriam suspensas. E assim foi, e assim sobrevivi. Repetiria o que fiz mas ainda bem que já está feito! Sempre há dias em que a zona de conforto nos é tão prazerosa!

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final da minha caminhada na lava

E por isto e por muito mais, terminei o meu último dia de estada em Lanzarote em grande. Há muito mais a fazer nesta ilha mas nem tudo nesta vida deve ser feito de uma vez só!

Boas viagens a vós que me lêem e não esqueçam de sair do conforto de casa de vez em quando!


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Centro de Lanzarote e a lava

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entre Puerto del Carmen e Puerto Madero

Hoje acordei um pouco mais doente mas o gengibre anestesiou-me por umas horas. Deu-me o impulso para ir fazer o pequeno trilho entre Puerto del Carmen e Puerto Madero! A minha anfitriã Paola (da casa El Jable Lanzarote) havia-o sugerido e muito bem. O caminho é realmente inspirador, sempre próximo do mar, das gaivotas e da vista de vulcões ao fundo. Parece-me ser um caminho muito utilizado pelos turistas, mas é muito tranquilo de qualquer forma.

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Puerto del Carmen

Não sei quanto tempo demorei a fazer ida e volta, talvez duas horas com calma, aproximadamente 6km. Aconselho vivamente.

De seguida hoje seria o dia do banho no mar. As praias mais famosas de Lanzarote parecem-me ser Playa Blanca e Playa Papagayo. Como não me apetecia andar muito mais de carro nem ver multidões, decidi ir a outra praia muito mais calma: Playa Quemada.

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Playa Quemada

A areia é preta e mistura-se com pedras. Há muitas algas, o que nos oferece um aroma fantástico a mar, peixe, sei lá. E sei bem que o iodo é tão bom para a saúde!

Pois bem, havia de mergulhar mas só o consegui com a ajuda das havaianas nos pés! Infelizmente não tive coragem de ficar muito tempo na água porque os chinelos nos pés não eram muito práticos e de outra forma ia sofrer com as pedras… No entanto consegui um mergulho fabuloso! Após uma quase sesta ao sol decido seguir viagem até ao interior da ilha, passando na estrada La Geria. Custou-me despedir-me de um gatinho que estava carente de mimo e que eu acarinhei ali na praia. Sentou-se no meu colo e tudo. Aquele gato deu-me uma impressão fantástica das pessoas de Playa Quemada.

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turista em Playa Quemada

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gato de Playa Quemada

A estrada La Geria é linda linda. É uma rota oficial para ciclistas e a partir daí também há alguns caminhos pedestres a fazer. Eu fui até Tinguatón e fiz parte de um trilho, o da Caldera Blanca. Adorava ter ido até ao fim mas o sol já ia baixo e não quis caminhar por pedras sinuosas no escuro das estrelas, até porque o silêncio era tanto que quase ouvia as pedras falar para mim!

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La Geria

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Caldera Blanca

Pois que no escuro da noite chegara o momento de ir cuidar de mim: a doença chamara-me e eu tive que lhe dar atenção: estreei-me num centro médico fora do meu país e tenho a dizer que me dei muito muito bem! Tive imensa sorte e os espanhóis são todos simpáticos! Sou uma sortuda e hoje já me deito com a primeira dose milagrosa que vai curar a minha garganta!

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anoitecer no Parque Natural los Volcanes


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Sul de Lanzarote e Saramago

Hoje sinto-me um pouco adoentada, resultado do cansaço de ontem, mas estou tão bem… e aqui! Pois graças ao corpo cansado ando mais devagar. Pareço José Saramago quando falava e caminhava.

Fui visitar a casa onde José Saramago e Pilar del Rio viveram juntos durante 17 anos, até ao dia da sua morte (ou ida “para outro lugar”, como ele disse).

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casa José Saramago (pintura de César Manrique)

Mais do que uma casa é-nos oferecido um momento muito bonito: respira-se cultura e amor durante a visita. Para além do guia temos um áudio-guia também. Por sugestão do guia ouvi-o em espanhol, podem ter-me falhado algumas palavras mas o essencial estava lá e tem frases muito bonitas!

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casa José Saramago

As pedras eram muito admiradas por José Saramago, considerava-as o princípio da Terra. Adorava arte e por isso há muitas pinturas pela casa, tais como de Tàpies, Júlio Pomar, Idelfonso Aguilar (pintor importante em Lanzarote), César Manrique,… Retratos de escritores que o inspiravam: Fernando Pessoa, Camões, Kafka, Almeida Garrett, … Podemos também beber um café português Delta – quando tocavam na campainha de casa, Saramago tinha-a avariada, então tinha que ir ao pequeno portão abri-lo; convidava os visitantes a beber um café português.

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casa José Saramago

A biblioteca de José e Pilar é linda e recheada de livros. Aconselho vivamente que os portugueses visitem esta casa em Lanzarote!

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zona sul de Lanzarote

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parque nacional Timanfaya

Depois, rumo a Sul, almoço num dos únicos dois restaurantes de Fémes. Comi pimentos de padrón (adoro) e o prato típico de Lanzarote: cabrito. Oh Deus (ou Jesus segundo Saramago), não como carne desta há tanto tempo! Foi um esforço confesso, mas ao menos pareceu-me pelo paladar que o cabrito viveu feliz e em liberdade antes que eu o comesse.

Continuando a seguir para sul, encontro as Salinas, a Lagoa de Janubio e El Golfo. Vale a pena caminhar cinco minutos em El Golfo, para apreciar o fenómeno da Natureza: a  lagoa de Janubio.

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parque nacional Timanfaya

Por fim vou fazer a visita no Parque Nacional de Timanfaya. Quarenta minutos num autocarro com audio-guia, dando algumas noções de como se formou a ilha de Lanzarote, características e história dos vulcões que por ali pairam. Quanto fogo não se esconde por ali! E quanta calma se encontra nos vulcões também. Parecem tão sossegados, tão serenos, tão áridos e vazios de raiva. Será uma explosão sua significado de raiva? Ou simplesmente de força, de poder, de imponência…

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zona sul interior de Lanzarote

 

Sinto-me tão tranquila entre este fogo e este nada…