momento de viagem

sensações, emoções e imagens por aí!


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Brasília – Santuário Dom Bosco e Sarah Kubitschek

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foto cliché na nave central de Brasília

No outro dia fui parar a Brasília, novamente. Do quarto via-se um fim de tarde maravilhoso, era o quente do dia a transformar-se em fresco da noite! Além de que, aquelas camas no centro do quarto nos dão uma sensação tão boa e a mim particularmente, me trazem boas recordações…

 

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pôr do sol em Brasília

A corrida do amanhecer deu-me coragem para ir conhecer uma igreja que uma colega me havia falado há uns tempos: Santuário Dom Bosco. Fui de uber mas a partir do nosso hotel não são mais do que uns 20 minutos a pé. A igreja fica na Quadra 702 Sul. Foi projectada pelo arquitecto Lúcio Costa, segundo. E esta é uma homenagem a São João Belchior Bosco, o padroeiro da cidade de Brasília.

 

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santuário Dom Bosco

E pois bem, vale a pena ver esta igreja, tem uma luz azul fantástica devido aos vitrais que abraçam todo o seu espaço. Quando fui era domingo, escolhi hora de missa propositadamente: 11 horas da manhã. A igreja estava cheia, vi imensas famílias, muitos homens, daqueles que não me parece que vão muito à missa em Portugal. Sempre se disse que os brasileiros são muito devotos, não é? Vá-se lá saber o porquê deste fenómeno!!!

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santuário Dom Bosco

Continuei o meu passeio a pé. A cidade estava quase deserta, talvez por ser domingo de manhã. Encontrei um edifécio lindo lindo e decidi tentar ir visitá-lo. O segurança simpático barrou-me a entrada porque era domingo: durante a semana podemos visitar o hospital Sarah Kubitschek mas ao domingo não… Fiquei-me pelas fotos do seu exterior, as janelas octógonas maravilharam-me! O arquitecto deste projecto foi João da Gama Filgueiras Lima, um senhor que viveu entre 1932 e 2014, vivendo em Brasília entre as décadas de 1950 e 1960. Trabalhou sob a influência de Oscar Niemeyer e Nauro Esteves. Está de parabéns sé pela criação deste edifício fantástico! Um dia irei visitar um outro núcleo deste hospital, próximo do lago, na zona Norte de Brasília.

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hospital Sarah Kubitschek

Não esquecendo que o nome deste hospital e de vários outros no Brasil da mesma rede – Sarah Kubitschek – é uma homenagem à primeira dama do Brasil entre os anos de 1956 e 1961, esposa do presidente na época, Juscelino Kubitschek.

Mais um pequenino dia fora de casa mas não tão desperdiçado como por vezes acontece, ou devido a falta de coisas para ver ou mesmo por falta de vontade de explorar!

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hospital Sarah Kubitschek

 


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Roma – até à Piazza Navona

Com um telefonema ao crepúsculo da Lua cheia sou informada que hoje venho a Roma.
Tenho o grande privilégio (só mais uma vez!!) de aterrar no cockpit em Roma. É a solidificação de um sonho, e ver casinhas e árvores em tamanho Lego provoca-me uma certa sensação de felicidade.

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monumento a Vitor Emanuel

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coliseu de Roma – exterior

Hoje Roma estará quente, o costume para Julho. Quente e cheia: de turistas insuportáveis! Mas eu vou lá… Vou ser irreverente e vou lá…

Escolhi como destino principal a Piazza Navona. Estou aqui neste momento, gosto de escrever nos lugares – sentada à sombra, sobre os bancos de pedra quente.

 

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estátua do imperador Caesar Arini Nervae – Trajano

Li numa pesquisa rápida pela internet que esta praça era um estádio quando foi criada, em 86: Circo Agonal. Os cerca de 30.000 espectadores vinham aqui assistir aos jogos atléticos gregos. Com o passar dos anos foram-se construindo casas na zona das bancadas, o que delimitou cada vez mais a praça. Entretanto, por volta do século XV passou mesmo a caracterizar-se como praça, quando se transferiu um mercado para aí. Foram construídas as três fontes por volta do século XVII, sendo que a central, esculpida por Gian Lorenzo Bernini, se chama “Fonte dos quatro rios”: Nilo, Danúbio, Ganges e o Rio da Prata.

 

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fonte central da Piazza Navona

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exposição de Siron Franco

Entrei num edifício com uma pequena exposição/ instalação, de Siron Franco: “Cuidado Frágil”. O edifício é o Palácio Pamphilj e foi comprado pelo governo brasileiro em 1920, é a sede da sua embaixada. A exposição faz pensar nas relações humanas do nosso tempo presente, mas o que mais me interessou foi o piano Steinway & Sons. Oxalá o tivesse e àquela sala, todos os dias, para me inspirar a tocar uns clássicos!

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Piazza Navona

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Piazza Navona

À saída da Piazza Navona procuro o caminho que me leva ao rio Tevere. Passo por imensas Piazzas; como/bebo um granizado de menta para recordar a infância; fotografo mais uns amarelos do sol ao entardecer. Às tantas reconheço uma ponte que já havia atravessado há uns bons anos – Ponte Garibaldi. Repito-a. Quero passear pelo bairro antigo de Trastevere.

Trastevere é talvez o bairro mais antigo de Roma. Respira imensa vida, tem bares animados e restaurantes muito convidativos. Há uma mistura de romanos com turistas. Entro numa igreja onde há missa a acontecer. É a segunda hoje, apesar de já nem me lembrar onde estava a igreja anterior, há tantas aqui!

 

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ponte Fabricio

E depois de me sentar na Piazza S. Maria in Trastevere a comer uma banana ao lado de pombos e turistas, faço as contas ao tempo e percebo que o meu transporte de regresso ao hotel já não vai longe. Desperto de novo as minhas pernas quentes e inchadas do calor e volto para o outro lado do rio Tevere. A ponte Fabricio é engraçada e tem sempre um ou outro artista a pintar ou a fazer música. O Teatro di Marcello é o que encontro mal termina a ponte. Escusado seria dizer que esse teatro é uma ruína, só mais uma, mas nunca dispensável de lá estar!

Se estivesse bem acompanhada é claro que ficaria em Roma para a bela da pizza ou uma pasta… Mas cinjo-me à minha própria companhia e vou dormir que amanhã há despertar nocturno!

“- Olá comandante, aqui é a maricleta na 2 left. Precisa de alguma coisa?
– Olá. Preciso que me arranjes uma mala com 100 milhões, para divergir já com esta merda pra Ibiza.”

 


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Mercado de Fortaleza vs. A sesta

Vou-me desafiar a escrever o contraste entre um momento de 24 horas e outro de apenas uns segundos!

 

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mercado central Fortaleza

Foi um dia até bem passado em Fortaleza. Comecei-o às 6h de despertador, olhando a janela, tentando perceber o quão quente já estaria. Verdade que não conseguiria senti-lo mas a minha vontade seria aquele calor abrasador que me impedisse de saltar da cama e calçar as sapatilhas (os ténis!!). Lá fui a muito custo. Claro está que daí resultou uma boa corrida que me queimou aí uns três quilitos (Ah… ah… ah…).

No final do pequeno almoço combinou-se uma pequena excursão ao Mercado Central de Fortaleza. E eu, sempre curiosa mas sem vontade de ir às compras, aproveitei a companhia para me permitir abrir os horizontes sobre Fortaleza. E ver se seria capaz de tirar umas fotos ainda, sem assaltos!

 

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mercado central Fortaleza

Gosto de observar as pessoas e lugares em silêncio, imaginando-me uma nativa. E, definitivamente não queria ser dali. O que seria de mim vivendo tantos anos, tantos dias, sempre com as mesmas coisas, os mesmos espaços, tudo sem evolução, sem acompanhar o mundo lá fora que já não vende toalhas de mesa repletas de rendas?

Pois bem, mas o deleite de beber água de coco fresca no Brasil é realmente um júbilo.

 

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arte urbana em Fortaleza

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mercado central Fortaleza

E agora pergunto-me: porque sofro tanto, mas tanto, quando me acordam do turno de descanso no avião? Há umas semanas juro que acordei com a certeza que me daria melhor na agricultura, já que lá não se dorme sestas na madrugada: acorda-se e pronto!

E é neste momento crucial da minha vida na aviação que me debruço agora. Estou em vôo, vamos servir o segundo serviço de refeição daqui a pouco, e só eu e Deus sabemos o quanto sofri quando me despertaram da sesta há pouco. Os sonhos eram cor-de-rosa e cheios de fogo-de-artifício tal como a maioria deles aqui nos aviões. Mas não… Não pude continuar lá no meu mundinho paradisíaco. Tenho pouquíssimos minutos para me recompor deste sonho desfeito, subir os degraus, abrir a porta e deparar-me com 244 pessoas que me esperam disponível e sorridente quando só me apetece fechar os olhos, mesmo que em pé! Quero lá saber, só quero continuar lá no meu sono, no meu sonho!

Há momentos que duram segundos ou minutos no máximo, que nos matam por dentro! Estou com alguma dificuldade em descrever em palavras o que senti ao acordar da sesta de tão horrível que foi. Ou talvez porque ainda esteja com o cérebro meio parado do choque e do cansaço!

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rua em Fortaleza

E mais hilariante que isto é que, daqui a uns dias parece que esqueci o sofrimento e lá vou eu toda sorridente voar de noite novamente! Aliás, voar de noite é mau, mas acordar da sesta à noite é o supra-sumo do sofrimento! Hoje termino assim mesmo, até que o sono seja reposto logo durante o dia!

Sair da cidade

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Já escrevi imenso sobre estas diferenças, desculpem-me a maçada, não me leiam se cansados estão deste tema cidade/campo.

O título não refere campo porém, porque na verdade não estacionei no campo. Aqui é praia com a sensação de cidade pequena. Precisei de uns três ou quatro dias para me aperceber que não estava em Lisboa. Ou para ser mais rigorosa, esses dias serviram mais para me sentir fora de Lisboa. São sempre necessários uns dias para me adaptar à dinâmica de cada lugar. É a mesmíssima coisa que quando viajamos para um lugar desconhecido: no primeiro dia somos meras visitas estranhas; nos segundo e terceiro vamos explorar a zona; ao quarto dia já estamos na posição de quem lá vive, observando os novos visitantes chegar!

Aqui é onde cresci. Lembro-me que tinha tempo para desesperar de não haver nada para fazer. Íamos ao pinhal apanhar framboesas para fazermos bolo de framboesa, apanhávamos maracujás no nosso pequeno pomar e fazíamos um lanche com eles; no restaurante dos meus pais lembrava-me de fazer limonada com os limões do nosso quintal, oferecia a limonada bem fresquinha aos funcionários; caminhávamos quarenta e cinco minutos para ir à praia ou pegávamos nas bicicletas e descíamos, sempre com a pequena angústia do sofrimento da subida no regresso a casa; íamos à Quinta do Engenho Novo de bicicleta, parávamos num canto à sombra dos eucaliptos, comíamos bolachas secas e falávamos de boca cheia; bebíamos água enquanto se ouviam os pássaros cantar e voar.

Aqui também me apercebo que é muito fácil encontrar pessoas vestidas de forma muito simples, sem bom gosto até. Não há preocupação em estar apresentável, qualquer farrapo serve. Vestem-se bem quando vão a casamentos, comunhões, jantares de família… Não vêem a Fashion TV com certeza, eu também não a tenho visto mas o facto de me movimentar por cidades grandes dá-me o privilégio de ver desfiles improváveis com modas que me inspiram. Mas isso não basta, não basta não! É preciso ter vontade, é preciso querer, é preciso estar atento a nós e ao que se passa à nossa volta; é preciso curiosidade, muita mesmo. É preciso ter esperança, esperança que os dias não são só dias, que esses dias nos levam a momentos prazerosos, recheados de novas experiências e novas sensações. Se tivermos essa esperança teremos bem mais vontade de evoluir, tanto de aspecto quanto de alma. Penso que este é um assunto a meditar, principalmente para quem vive em lugares mais pequenos.

Já na cidade, numa cidade grande, tem dias que mais nos valia fechar os olhos para não vermos tanta informação ao mesmo tempo. Ficamos confusos com anúncios e painéis que indirectamente nos manipulam, e que ainda por cima mudam todas as semanas ou todos os dias!

Na cidade as distâncias distanciam-nos. O trânsito atrasa-nos, limita-nos os dias certamente. Mas na cidade há oferta, só não faz nada quem realmente não quer ou então porque se obriga a parar , já que o movimento cansa e os dias inertes merecem tanta importância apesar de se julgarem insignificantes. Na cidade não há tempo para observar os desconhecidos, estar com os nossos é limitado e então tudo tem que ser concentrado e intenso, sem outras distracções. Insisto em sublinhar que a informação e as oportunidades em massa nos tornam confusos, mais indecisos talvez.

Será isto tudo verdade? Por vezes, quando termino a escrita fico com a sensação que tudo o que digo pode ser falso. Mas é o que imagino, o que sinto, o que me parece no momento da escrita. E nós mudamos, somos realmente influenciados pelas vivências e experiências, é o mesmo ser em constante mutação!

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A vela e a vida

Consegui encontrar a ligação entre os veleiros e a vida.

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veleiro através de um veleiro

Começo a perceber um pouquinho que nem sempre conseguimos seguir o nosso rumo porque o vento nos troca as voltas. Ou, espera… Mas afinal sempre se conseguiu: queres ir até Cascais, vais; queres passar ao lado do Terreiro do Paço, vais; queres afastar-te de outros barcos, afastas-te. Afinal conseguimos ir sempre para onde queremos?

Uma coisa é certa: se não sabemos qual o destino escolhido, vamos a algum lado, só não sabemos efectivamente onde, e podemos sempre chocar em algum obstáculo caso nos deixemos ir sem nenhuma rédea.

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margem sul de Lisboa – indústria mas com cor

Adorava ser capaz de controlar sempre o meu leme, saber sempre para onde quero ir, saber sempre em que grau direccionar as velas para que o vento me leve lá. Mas a piada da vida, dizem, é andarmos ao longo dos anos a experimentar e aprender novas técnicas e ferramentas para irmos afinando o nosso “barco”. Enquanto experimentamos vamos falhando e chegando a lugares indesejados. Marés e ventos fortes que nunca antes navegámos e que nos fazem perder totalmente o controle! Cairmos na água? Ah sim, parece que sim, que pode acontecer. Quem me dera nunca lá cair, pois depois da molha tenho que secar tudo: roupa e corpo (e alma?). Pode demorar umas horas ou dias, meses ou mesmo anos!

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Ponte 25 de Abril, rio Tejo

Porque na vida vivemos coisas que depois teimam em perpetuar-se dentro de nós. Temos muito o discurso de deixar fluir, de nos deixarmos levar pelo som do vento (como no veleiro?), mas a verdade é que ninguém ou quase ninguém vive assim: eles têm um destino programado, eles projectam coisas, eles vão atrás dos seus objectivos. É mentira. É mentira quando me dizem para descomplicar, quando me dizem para seguir apenas as sensações, a alma. Ai de mim!!

Ai de mim que me deixe levar pela corrente sem destino marcado!

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Terreiro do Paço a partir do Tejo

Então, não é assim quando se abre as velas do barco: decide-se o destino e trabalha-se nesse sentido? Aproveita-se o vento sim, mas a nosso favor.

Na verdade, nada é matemático aqui, tanto na vida como no veleiro. Mas encontrei mais uma verdade: é bom sabermos qual o rumo a seguir. Vamos lá com o vento mas o “lá” é bom que seja definido!


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Fundação Louis Vuitton – Paris

É incrível como conseguimos ver mais armas na arte africana do que alguma vez vimos em toda uma vida. Têm dinheiro para comprá-las? Onde vão buscá-lo? África é realmente um continente muito grande, diverso, com algumas características comuns a vários países e outras distintas de cada um. Mas… Tem vários mistérios por desvendar!

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eu e fotografias do Mali na Fundação Louis Vuitton – foto de António Avelar

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Fundação Louis Vuitton

Introdução ao meu deslumbramento com a exposição temporária de Arte Africana e com o edifício da Fundação Louis Vuitton. Ohhhhhh, por quem hei-de eu suspirar para vos descrever tamanho encanto?! As cores das paredes parecem ter sido todas escolhidas a dedo conforme a arte a ser exposta em cada uma; a forma tão disforme do edifício, no entanto tão dinâmica e orgânica, de Frank Ghery; a organização dos espaços que me soa tão familiar; o imaginar em que ambiente vive cada um destes artistas, onde foi a Fundação buscá-los em África, questionar-me se algum deles ainda vive no local onde nasceu ou se já desistiu das suas origens mas continua a criar arte inspirada nelas…

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Arte Africana, Fundação LV

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Cheri Samba, Fundação LV

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i am for peace, that is why i like weapons, Cheri Samba

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arte africana, Fundação LV

Ah, o Jardin d’Acclimatation tem uns bichinhos tão giros! Já para não falar dos pianos que nos pedem para lhes tocar. Cá fora, no meio da Natureza e do passeio o som é diferente e inspira.

O almoço não tem que ser falado aqui, nós cá sabemos porquê, mas posso descrever a bonita sensação de me sentar numa esplanada parisiense para beber um chá verde ou quiçá uma cerveja, mais tarde! O meu companheiro do dia observava a moda que por ali passava e eu a ele, atenta à conversa e ao momento, esse que de tão sensual que é me deslumbrou! E nada melhor do que ir ver umas lojas de roupa usada e vintage depois de apreciar quem passa na rua. Eu, entusiasmada por ver roupa vintage, não comprei nada, mas felizmente o meu querido António tirou proveito destas visitas.

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exterior da Fundação LV

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grou coroado, Jardin d’Acclimatation

E antes de terminar o dia nestas modas da roupa, ainda fomos à livraria Shakespeare & Company, ali em St. Germain, em frente ao Sena. Pianinho desafinado e empenado mas que me deu mais uns bons minutos de prazer, principalmente quando o meu companheiro me esticou um livro com partituras clássicas que ali havia! Não sei porquê, sinto-me tão pouco confiante para tocar em lugares públicos e sem partitura mas não resisto em tocar nos pianos. É como, sei lá, como quando temos tanto medo do que está do outro lado, mas que isso não nos impede de lá ir ver e explorar. É como uma paixão escondida talvez. Está presa, está tensa, reprimida; mas existe. Falta-lhe a libertação!

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rue de la Ferronnerie, Paris

E este foi o mote final de Paris: a liberdade. Que ela me mantenha livre em tantas coisas e me liberte em outras!

(obrigada pelo roteiro e companhia António!)


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O Tamisa em Richmond – Londres

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margem do Tamisa em Richmond

Falam um inglês esquisito, que deveras revela um certo estilo! Em Londres, a big city de Londres. É uma repetição de várias, mas confesso estar a sentir-me estreante!

Vestem-se de várias formas, umas bonitas outras nem tanto, mas a minha sensação é que consigo usar-lhes as peças que usam. Sou igual a eles, bem… mais sorridente um pouco!

Enquanto vou de bus até Kensington, caminho até ao metro, ando no metro – sinto que tudo me leva a todo lado mas a demora é alguma… À medida que nos afastamos do centro de Londres o silêncio no metro aumenta, o ar circula mais e consigo ouvir uma criança a cantar uma língua muito parecida com russo; o espaço aumenta progressivamente, o verde lá fora é como se de um rio se tratasse: que nasce na fonte e vai alargando cada vez mais o seu caudal.

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margem do Tamisa em Richmond

Também por conveniência do caminho, decidi experimentar ir até Richmond, sugestão da minha amiga Inês que já cá vive há alguns anos! Diz que vou encontrar veados se for ao parque.

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homem escreve em papel, Richmond

Não cheguei a ir ao parque de Richmond mas o que vi e senti fez-me feliz: o rio Tamisa passa por ali e eu fui também passar no seu lado. Havia uma fila de cadeiras instaladas em frente ao rio, apenas com o propósito de respirar o ar e deixar os pensamentos ser livres; havia barcos para alugar; havia uma loja antiga de restauração de barcos; pintores com um pequeno cavalete analisavam a margem do rio de pincel na mão; um violinista dava som à paisagem; pequenos bares ao estilo british convidavam a um copo e converseta. Absorvi essas sensações sozinha sem conversa, mas a máquina fotográfica falou comigo e o ginger ale fresquinho também.

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homem lê, Richmond

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Richmond riverside

Depois da margem do Tamisa fui caminhar por ruas residenciais: adorei os prédios com poucos andares, o silêncio novamente, a riqueza e o bom gosto.

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cabine telefónica, Richmond

Richmond será uma óptima alternativa à multidão do centro de Londres, um bom cantinho londrino onde se respira mais Natureza e serenidade. Os veados do parque ficarão para uma próxima visita!

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violinista, Richmond