momento de viagem

sensações, emoções e imagens por aí!

Foz Côa – o Paleolítico!

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margem do rio Côa

Os quinze quilómetros entre Longroiva e Vila Nova de Foz Côa são bonitos se os fizermos pela nacional 102, mais do que pelo IP2, apesar das duas serem parelhas.

O meu destino hoje é em tempo e não em distância: vou recuar entre 40.000 a 10.000 anos antes até ao Paleolítico Superior, conversar um pouco sobre o início da arte humana! O melhor a fazer para quem quer vir ao maior museu do mundo a céu aberto, é fazer uma reserva para a visita a pelo menos um dos vários núcleos do Côa: Site do Museu do Côa.

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primeira gravura rupestre encontrada

O site tem todas as informações. E eu fui à Canada do Inferno! Bem, gostei muito, hum, estava tudo muito interessante, hum… Isto são comentários cliché, é claro que eu não ia dizer isto! Na verdade, quando a minha guia Daniela (ah sim, tive direito a uma guia só para mim!) me ia explicando os elementos representados em cada uma das quatro rochas gravadas, estava eu tentando encontrar desculpas e explicações para que as gravuras fossem falsas!

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margem do rio Côa

Mas não, não podem ser falsas… Tantos investigadores, tantos arqueólogos, tantas entidades, tantas provas o comprovam! O que se torna difícil na verdade, é conseguir imaginar os homo sapiens sapiens ali mesmo onde estou, a fazer arte em pedras, a desenhar animais e pouco mais, com material tão tosco e tão primitivo, fazendo gravuras em baixo relevo. O melhor desta visita não é o que vemos mas sim a viagem interna aos nossos antepassados. E como disse a minha guia: não sabemos ao certo porque faziam esta arte e nem teria a mesma piada se o soubéssemos! Deve manter-se o mistério que ainda temos sobre uma História tão longínqua… Até porque se torna inevitável, não é?

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vista do rio Côa

Uma visita a não perder pelo menos uma vez na vida… E as paisagens entre o cruzamento do Douro e do Côa são simplesmente lindas…

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Autor: marimaricleta

A Marimaricleta vive entre o céu e a terra. Faz e desfaz malas quase todos os dias. Um dia decidiu escrever umas dicas para viver momentos fora de casa. Geralmente falamos de coisas óbvias e acessíveis a todos, quando viajamos. Lemos guias turísticos, vemos mapas, queremos ir onde todos falam que foram. O segredo das viagens são os momentos, as sensações, o que fica dentro de nós quando voltamos a casa. E são alguns desses momentos que descrevo aqui, para vos incentivar a viver os momentos, a enriquecer a alma, para além do olhar! deniselaranja@gmail.com

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