momento de viagem

sensações, emoções e imagens por aí!

Ensinar a improvisar música

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img_3289pianoNão é uma viagem típica, mas implicou várias viagens: ao centro de Lisboa e ao centro da minha infância musical! E por isso, já que insisto em inventar formas de manter a música bem perto e dentro de mim, numa mescla com as viagens voadoras, sinto ser pertinente registar este momento…

O momento em que voltas ao passado e percebes que aprendeste a ler música (e tão bem!) mas não aprendeste a falar com a música. Já com a linguagem verbal, quem aprende a ler sem aprender a falar? Não é justo, não está certo o improviso musical ser desvalorizado, mesmo quando queremos ser meros intérpretes. E então, cá estou a reviver infância e outras coisas mais, num workshop do professor Christopher D. Azzara, um senhor americano tão expressivo e musical, com tanto conhecimento a transmitir.

E quando decidimos abrir os horizontes do nosso conhecimento, muitas coisas passadas são mexidas e questionadas. É uma grande saída da zona de conforto que chega a doer. É a confirmação de que entro em pânico quando me sento ao piano sem uma partitura. Não me motivaram a falar através da música, essa é a verdade.

Afinal onde está o L. V. Beethoven dentro de mim, aquele que tanto deve ter improvisado e criado, mas que dentro de mim está tão passivo, tão apagado? Como posso eu amar tanto a linguagem musical mas não conseguir transportar a minha alma para o piano?

No outro dia desiludi-me comigo, não ouvi alma no meu piano em gravação. É tão difícil amarmos algo ou alguém e não conseguirmos exteriorizá-lo. Entramos numa gruta escura que parece não ter fim. Mas um dia terá, eu sei que terá.

É urgente continuar a desafiar os meus limites musicais. É urgente criar, inventar, improvisar. E que ao menos mantenha estas forças interiores para me enriquecer de conhecimentos novos no mundo da música. Vamos acompanhar os nossos ídolos para que a inspiração e intuição nos acompanhem.

E vós… Não abandonem a vossa criatividade só porque crescestes. Estas merdas destas tecnologias só nos estragam a espontaneidade, as ideias, a originalidade, o amor até. Depois somos os esquisitos, os que cantam com vontade um par de notas que nos animam o dia, esses são os maluquinhos que vivem na lua ou no planeta Vénus ou Saturno!

Deixemos de só ler e falemos, musicalmente também!

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Autor: marimaricleta

A Marimaricleta vive entre o céu e a terra. Faz e desfaz malas quase todos os dias. Um dia decidiu escrever umas dicas para viver momentos fora de casa. Geralmente falamos de coisas óbvias e acessíveis a todos, quando viajamos. Lemos guias turísticos, vemos mapas, queremos ir onde todos falam que foram. O segredo das viagens são os momentos, as sensações, o que fica dentro de nós quando voltamos a casa. E são alguns desses momentos que descrevo aqui, para vos incentivar a viver os momentos, a enriquecer a alma, para além do olhar! deniselaranja@gmail.com

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