momento de viagem

sensações, emoções e imagens por aí!

Atada em Luanda

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carrinha na rua em Luanda

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rua em Luanda

Eu continuo a voar para este tipo de destinos onde não conhecemos nada ou quase nada. Não, do destino não conheço nada. Apenas o hotel. Particularmente hoje sinto-me presa, de mãos atadas aqui. Apetece-me ir à rua sentir a cor avermelhada da terra e os cheiros de Luanda, fotografar o que não tenho fotografado ultimamente. Mas não, sozinha não posso e acompanhada o trânsito seria caótico. Mas que raio de vida! Dizem-me que isto é trabalho, que não tenho que conhecer nada, é trabalho apenas. Mas não foi isto que idalizei! Não é fácil aceitar que estou num lugar completamente novo e diferente para mim mas que o melhor a fazer é almoçar no hotel, fazer desporto no hotel, tocar piano no hotel, conversar no hotel, apanhar sol no hotel.

Nas pequenas viagens entre aeroporto e hotel tento ir em silêncio como se esse silêncio me mostrasse algo de novo enquanto olho para a janela. As ruas parecem-me mais limpas e arrumadas do que antes me desenhavam de Luanda. Talvez agora seja melhor, talvez se preocupem mais com o ambiente. Que assim seja, pois já bastam os contornos dos caixotes do lixo numa miséria (o ser humano faz tanto lixo, eu própria o faço!). Tento fotografar algo, mas não está sol e é madrugada; o andar da nossa carrinha também não ajuda e o meu acto pode considerar-se invasor. Porque quero eu fotografar isto? Tenho uma certa urgência em registar e partilhar as imagens que vejo, sejam elas quais forem…

África costumava fascinar-me, costumava atrair-me pois de tão pouco que terá sei que tanto lá se consegue encontrar. Não entrarei em pormenores hoje, mas é certo que nestas condições em que venho também não é fácil explorar, é normal sentir-me atada assim. E aceito, tem que ser! Voemos até à minha liberdade!

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Autor: marimaricleta

A Marimaricleta vive entre o céu e a terra. Faz e desfaz malas quase todos os dias. Um dia decidiu escrever umas dicas para viver momentos fora de casa. Geralmente falamos de coisas óbvias e acessíveis a todos, quando viajamos. Lemos guias turísticos, vemos mapas, queremos ir onde todos falam que foram. O segredo das viagens são os momentos, as sensações, o que fica dentro de nós quando voltamos a casa. E são alguns desses momentos que descrevo aqui, para vos incentivar a viver os momentos, a enriquecer a alma, para além do olhar! deniselaranja@gmail.com

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