momento de viagem

sensações, emoções e imagens por aí!

Grigory Sokolov – Casa da Música – Porto

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Sala Suggia – Casa da Música

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Sala Suggia – Casa da Música

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Exterior Casa da Música

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Exterior Casa da Música

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Tipografia Casa da Música

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Programa Grigory Sokolov 24 Março 2015

Há pianistas e há pianistas. E há o Sokolov.

Se ele é perfeito? Não sei, talvez, muito provavelmente sim, na técnica, nos tempos, no toque, no som, na afinação (ouvi dizer que é exigente com a afinação).

No entanto, acredito que podia ter sido bem mais dramático do que foi na minha sonata (op.10 nº 3, Ré Maior). O meu Ludwig Van Beethoven era dramático, era revolucionário, sentia e exprimia, expulsava os sentimentos dele nas teclas. Tenho a noção que posso estar errada, que Beethoven podia não ser assim tão fantástico como eu o escrevo. Mas já cá não está e eu quero criar o meu Beethoven imaginário, até porque o senti nas minhas mãos. Tudo foi tão intenso e no fundo tão superficial quando estudava piano todos os dias, mas o Beethoven estava comigo e eu com ele. E ele ajudava-me a libertar a raiva e o stress da adolescência. Sokolov não nos mostrou isto tudo, obviamente. A relação dele com Beethoven há-de ser bem diferente, e talvez bem mais perfeita!

Sokolov tocou também os six moments musicaux op. 94 D.780 de Schubert. Sou uma sortuda e tenho a sorte de ter aprendido há poucas semanas sobre a vida musical de Franz Schubert. É uma sensação tão boa a de aprender, a de registar novos conhecimentos na memória, e a de perceber que estamos a ouvir ao vivo uma obra que há umas semanas achávamos que só íamos ouvir no youtube.

Foi um dia muito repleto e cansativo. Os olhos fechavam sem saber se de emoção e concentração ou de sono. Mas Grigory Sokolov foi bom, soube muito bem mesmo. Compensou a minha Casa da Música, compensou o avião, o comboio e o carro. E o sono.

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Autor: marimaricleta

A Marimaricleta vive entre o céu e a terra. Faz e desfaz malas quase todos os dias. Um dia decidiu escrever umas dicas para viver momentos fora de casa. Geralmente falamos de coisas óbvias e acessíveis a todos, quando viajamos. Lemos guias turísticos, vemos mapas, queremos ir onde todos falam que foram. O segredo das viagens são os momentos, as sensações, o que fica dentro de nós quando voltamos a casa. E são alguns desses momentos que descrevo aqui, para vos incentivar a viver os momentos, a enriquecer a alma, para além do olhar! deniselaranja@gmail.com

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