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A Primavera precoce

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Hoje parecia um primeiro dia de Primavera em Lisboa! Uma Primavera precoce, já que afinal é dia de Inverno, Janeiro profundo.

Soube bem, foi um dia feliz, muito feliz. Senti a boa energia do sol, senti o seu calor na pele e na alma, e o céu me disse que há muito ainda por viver, muito de bom. Vi pessoas divertidas logo pela manhã, passeando-se pelo parque, o rio estava calmo e as gaivotas serenas.

Escrevo hoje sobre este precoce dia de Primavera porque em tempos me falaram que as estações do ano podiam estar ligadas ao nosso estado de espírito. Vivaldi já o comprovaria com a sua obra As Quatro Estações. Quem a conhece? Quem já não sentiu a serenidade da Primavera, a agitação do Verão, a calma do Outono e a tristeza do Inverno, ao ouvir esta obra? Vale a pena ouvir para que possam distinguir as estações do ano e, associem-nas às fases da vida do ser humano. Tem tudo a ver, mesmo. E reparemos que somos uns priveligiados por termos as quatro estações no nosso país. Até nisso temos sorte! Nãaaa, queriam dizer que é azar o Inverno acontecer? Não, não é mesmo… Analisemos.

É que tem dias… Tem dias em que a tristeza nos assola e, por muito que não a queiramos, devemos aceitá-la. O Inverno não tem forma de ser evitado, ele tem mesmo que existir para assimilarmos que as folhas das árvores caíram no Outono, esperando que se renovem. E atenção, elas caem, mas outras irão nascer na Primavera! Não há que desesperar porque a árvore acaba sempre por voltar a ter folhas… A bela da renovação… Mas folhas não chegam? Surgem as lindas flores… E daí, há que tirar partido de algum sabor para além da beleza: vêm os frutos no Verão. O Verão serve para viver, para consumir, para gastar o que cresceu e se renovou ao longo das outras estações. E por isso o Outono chega na hora exata em que nos começamos a cansar de gastar: há um pôr do sol mais garrido que nos faz respirar fundo e abrandar. E este faz-nos meditar, refletir.

Mas hoje… Hoje foi um primeiro dia de Primavera autêntico. Senti-o dentro de mim. Senti a alegria dos pássaros, apesar deles não estarem lá. Senti as árvores floridas, apesar de ainda despidas. Senti alegria, paixão, vida.

Venham mais dias primaveris!

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Autor: marimaricleta

A Marimaricleta vive entre o céu e a terra. Faz e desfaz malas quase todos os dias. Um dia decidiu escrever umas dicas para viver momentos fora de casa. Geralmente falamos de coisas óbvias e acessíveis a todos, quando viajamos. Lemos guias turísticos, vemos mapas, queremos ir onde todos falam que foram. O segredo das viagens são os momentos, as sensações, o que fica dentro de nós quando voltamos a casa. E são alguns desses momentos que descrevo aqui, para vos incentivar a viver os momentos, a enriquecer a alma, para além do olhar! deniselaranja@gmail.com

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