momento de viagem

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Amazónia, a selva

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Era uma vez uma selva chamada Amazónia.
Gri gri gri, cu cu cu, bu bu bu, piu piu piu, pah pah pah, rrrrrrrrrrrr, sh sh shhhhhh, nhaaaaaa, zeeeeeeeeeeeee…….
Aqui não há silêncio! Ou talvez haja! Mas eles tendem a cantar, ou a fazer uns barulhos simplesmente! Quanto mais silencioso é o nosso barquinho passando nos estreitos canais de água, mais os bichos se manifestam.
Há peixes pirarucu por baixo d’água, e uns crocodilozitos (ou jacarés, ainda não percebi bem a diferença) adormecidos durante o dia; no ar, imensas libelinhas, borboletas, passarinhos pequenos, outros maiores, de uma, duas ou imensas cores; pelas árvores passeiam-se macacos selvagens; em terra (se é que ela existe numa selva plantada em água) vemos preguiças e tocamos no seu pêlo que mais parece fio de sisal; cobras… Hoje não aparece nenhuma, mas elas andam por aí; e por fim há folhas redondas boiando na água, que se chamam de Vila Regina, em que por baixo se cobrem de espinhos como protecção, para que os bichos aquáticos não as comam, e ao seu centro nascem flores em tons de rosa, com apenas 3 a 4 dias de vida, que depois de mortas são comidas pelos peixinhos.
Esta selva é enorme, como todos nós sabemos. Situa-se no Brasil, fazendo fronteira com o Perú e a Colômbia, e mais alguns outros países que vos deixo descobrir num mapa daqueles grandes, do mundo. Nascem dois rios nesses dois países que enumerei: o rio Solimões e o Rio Negro, respectivamente. Próximo de Manaus eles juntam-se, ou melhor, beijam-se! É que, como são de temperatura, velocidade e densidade diferentes, consegue-se ver uma linha ondulante que os separa, apesar de estarem coladinhos! Infelizmente a minha máquina fotográfica não se aguentou o dia todo e já dormia quando chegámos ao beijo entre os rios… Mas fica a sensação de tacto que experimentei: dá mesmo para sentir a diferença de temperatura entre um rio e o outro (Rio Negro mais quente uns 4ºC do que o Solimões, e mais lento: 2km/h, o Solimões corre a 5km/h).
Antes de voltarmos ao nosso ponto de origem do dia ainda fomos ver uma aldeia flutuante: igreja, escola, café, casotas de cães, casas todas giras, outras casas em ruínas à venda, tudo construído por cima de troncos grossos de árvores, meio suspensos na água. O único meio de transporte ali é o barco, claro está. Ou será que também se nada de vez em quando?
Não sei se se nada, mas que quase nada se compara a esta selva, isso posso confirmar.

Um dia quero conhecer as verdadeiras entranhas da Amazónia, penetrá-la mais. Ou será que não terei coragem???

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Autor: marimaricleta

A Marimaricleta vive entre o céu e a terra. Faz e desfaz malas quase todos os dias. Um dia decidiu escrever umas dicas para viver momentos fora de casa. Geralmente falamos de coisas óbvias e acessíveis a todos, quando viajamos. Lemos guias turísticos, vemos mapas, queremos ir onde todos falam que foram. O segredo das viagens são os momentos, as sensações, o que fica dentro de nós quando voltamos a casa. E são alguns desses momentos que descrevo aqui, para vos incentivar a viver os momentos, a enriquecer a alma, para além do olhar! deniselaranja@gmail.com

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