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O primeiro Natal

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O meu primeiro Natal em trabalho foi em Hamburgo. Foi mau? Mmmm… Não, não foi mau!

Era a primeira vez que ia passar o Natal com colegas de trabalho, longe da minha família, e eu acho que nem sabia bem como reagir, nem como ia ser. Afinal íamos ter uma Ceia de Natal com pessoas que talvez nunca tivéssemos visto, e o jantar não ia ser aquela caldeirada que sempre comemos, com as couves do quintal da tia velhinha e solteira; o bacalhau daquele supermercado onde os nossos pais já são conhecidos e que a encomenda até é feita automaticamente de um ano para o outro; as batatas do nosso quintal, velhas ou novas (não percebo nada disto!); a aletria da tia prendada nos doces; os bilharacos (sonhos de abóbora) da mãe; o vinho aquecido e doce, bem caseirinho.

Não, aquele meu primeiro Natal não foi isto, mas foi algo bonito também. Fomos trabalhar enfeitados, com chapéu de Natal, brincos em forma de árvore, colar com luzes piscando. Revi as fotografias daquele Natal e percebi que evoluí. Todos os Natais evoluem, e nós também. Imagine-se que estavam 3º centígrados em Hamburgo no dia 25 de Dezembro 2008 e eu achava aquilo muito frio. Trazia um casaco quase até aos pés, um gorro, luvas, cachecol (feito por mim), e mesmo assim lembro-me de achar que estava muito frio. Hoje já não é novidade, já sei mais e o que mais sinto não é frio nessas temperaturas… As minhas atenções vão para outras coisas, outras sensações, outras imagens, outros momentos.

As ruas de Hamburgo estavam quase vazias, tal como as da minha terrinha estariam naquele dia. A excepção estava em casa: na minha casa havia gente e calor, calor humano. No quarto do hotel estava eu acompanhada das minhas roupas. O resto era do hotel e depois do meu check-out passou a ser de outra pessoa.

É isto. O Natal completo e perfeito é a sensação de que estamos onde tudo é nosso, e nós estamos onde pertencemos.

Porém, nem sempre isso é possível, outros valores se levantam. As nossas escolhas levam-nos a certas contrariedades. Há que vivê-las com serenidade, sentir que todos os anos evoluímos e que no próximo Natal algo será diferente.

Eu, cá estarei no meu cantinho a aproveitar cada minuto deste descanso, desta perfeição. Em 2014 não será assim com certeza. Darei a minha vez a outros que este ano irão dormir num quarto de hotel. A eles desejo muita coragem e muitos sorrisos rasgados. Não é perfeito, mas não deixa de ser bom!!

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Autor: marimaricleta

A Marimaricleta vive entre o céu e a terra. Faz e desfaz malas quase todos os dias. Um dia decidiu escrever umas dicas para viver momentos fora de casa. Geralmente falamos de coisas óbvias e acessíveis a todos, quando viajamos. Lemos guias turísticos, vemos mapas, queremos ir onde todos falam que foram. O segredo das viagens são os momentos, as sensações, o que fica dentro de nós quando voltamos a casa. E são alguns desses momentos que descrevo aqui, para vos incentivar a viver os momentos, a enriquecer a alma, para além do olhar! deniselaranja@gmail.com

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