momento de viagem

sensações, emoções e imagens por aí!


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Cataratas de Niagara vestidas de branco

Isto não é bem uma cidade vestida de branco, não o é porque há delineação: enquanto o tecido de seda se ia espalhando eles foram cortando aqui e ali, arrumando o pano para a berma ou esticando mais para tapar por completo.

entre Toronto e Niagara

Se imaginarmos cenários idílicos sobre a realidade que nos aparece a vida ganha mais cor. A cor pode ser branca mas mesmo assim acaba por ser bonito e mágico, na minha terra não há disto!

As janelas parecem-me gostar de ser muitas e aos quadrados, juntas umas às outras. É noite, vejo pouco mais do que isso: janelas aos quadrados com luz lá dentro e o grande vestido branco nas ruas, mas delineado. Ah, que vontade de ouvir o som da neve quando a caminho!

De manhã o frio continua bem presente mas o sol parece aquecer! Não resisti a juntar-me ao grupo para ir conhecer as Cataratas de Niagara.

 

cruzamento entre Toronto e Niagara

   

Niagara, uma cidade desvirtuada

  

precisa de legenda?

  

São bonitas sim. E o gelo embeleza-as mais. O que me parece estranho são os prédios ali perto, construíram uma cidade da magia e fantasia onde era suposto ver apenas Natureza. Temos que sair de Niagara para descobrirmos a verdadeira Natureza: a caminho de Niagara on the Lake, por exemplo, até renas à solta encontrámos! Há uma curva apertada do rio (de nome Niagara também) que faz um remoinho, eles chamam-no de Whirlpool. É bonito de se ver também, e talvez no verão se possa atravessar por cima dessa curva numa espécie de teleférico. Mais informações neste site: Niagara Parks.

mais cataratas de Niagara

  

cataratas de Niagara

  

Niagara on the Lake é bem mais natural, parece-me ser um bom exemplo de cidade pequena canadiana, as casas grandes e sem muros à volta são dignas de se abrandar no caminho. Esta também é uma zona de vinhas. Ficou por experimentar o vinho de uvas congeladas, numa próxima visita quem sabe!

whirlpool de Niagara

  

Niagara on the lake – lago Ontario

 

Mas bem, a reter: a viagem de Toronto até às Cataratas de Niagara é de aproximadamente uma hora e meia em via rápida; as cataratas são lindas e valem uns bons minutos a observá-las e ouvi-las apenas; a cidade de Niagara está transformada numa espécie de casino gigante. Mas no verão há a possibilidade de fazer uns trilhos em florestas ali perto, é só pesquisar e ir!

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Brooklyn Heights Promenade

De cada vez que nos mudam o hotel mudam-nos todo o espaço envolvente, consequentemente as nossas pseudo-rotinas. Digo pseudo porque na verdade como se pode chamar de rotina a uma acção que se faz um dia por mês, por exemplo? É um estilo de vida em que aprendemos a criar rotinas hoje, que apenas usaremos daqui a um mês ou dois ou três. Mas damo-nos bem assim: trocamos ideias uns com os outros sobre lugares interessantes para ver, para comer, para comprar isto ou aquilo. Depois, há os dias em que eu particularmente, tento descobrir algo de que ainda não ouvi falar e que depois venho para aqui descrever, na esperança que mais alguém neste mundo tenha as mesmas aspirações que eu e aproveite a minha dica. Eu faço o mesmo quando vasculho blogs, sites e páginas sobre viagens!

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Brooklyn Heights

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Brooklyn Heights Promenade

Sei que sou apenas mais uma neste mundo virtual, mas ainda me sinto única quando escrevo e publico as minhas sensações, fotografias e momentos musicais. Procuro sempre alguma imagem bonita para a fotografia, é como se andasse a experimentar vestidos e maquilhagem para a sessão fotográfica, mas neste caso o modelo são os lugares, não eu!

E neste Inverno, ou melhor, neste mês de Janeiro de 2018 tenho conseguido apanhar dias cinzentos e frios mas deveras muito fotogénicos! Depois há as pontes e os rios, ando com uma certa fixação…

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Brooklyn Heights Promenade

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Brooklyn Heights Promenade

Dormi em Brooklyn mais uma vez. Hoje tomei um pequeno almoço especial: tosta de abacate com ovo e sementes de chia, com uma boa companhia (até rimei!); depois de uns recados decido ir procurar a beira-rio, ouvi falar que valia a pena. Descubro numa placa informativa da rua que o bairro Brooklyn Heights tem História: é um dos bairros mais antigos de Brooklyn, começou a crescer no início do século XIX. Os prédios não têm mais do que cinco ou seis andares e foram construídos com blocos cor de tijolo, muito parecido com Londres. Há também a lembrança de uma casa artística no número 7 da Middagh Street, a February House, que já não existe. Viveram vários artistas nessa casa, entre 1940 e 1945, tais como Benjamim Britten, W. H. Auden, Chester Kallman, Carson McCullers, Peter Pears, Oliver Smith, Jane e Paul Bowles, Marc Blitzstein, Richard Wright e Gypsy Rose Lee. Poetas, músicos, actores, pintores,… No parque em frente ao Rio East há algumas referências a estes artistas, como estátuas ou pequenos textos homenageando os seus feitos.

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Brooklyn Heights

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parque infantil próximo do rio – Squibb park

Não sei o que vos apetece fazer quando vierem a Brooklyn, mas se tiverem um pouquinho de tempo, depois da ponte de Brooklyn virem à direita para conhecer Brooklyn Heights, o parque Brooklyn Heights Promenade e o Brooklyn Bridge Park. Sentem-se na relva ou num banco a contemplar os arranha-céus do Sul de Manhattan, confirmem comigo que também podem haver vistas bonitas mesmo que sejam urbanas e não naturais. E o melhor: não estamos no meio dessa confusão!


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Ponte de Brooklyn no inverno

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ponte Brooklyn

Tudo começa com um pequeno momento de criatividade quando olhamos para o tapete das malas no T5 do aeroporto JFK em Nova Iorque: um senhor tira as nossas malas do tapete, uma a uma, e eu imagino os pescadores a puxar a rede do mar, tirando um robalo de cada vez. As malas parecem peixes na rede, basicamente! Precisava de dormir ou quem sabe, já dormia em pé!!

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ponte Brooklyn

Está muito frio em Nova Iorque, é caso para cantar José Cid “cai neve em Nova Iorque…”. Dizem-me ao pequeno almoço que a ponte de Brooklyn é mesmo ali ao lado, dez minutos a pé. Fico na dúvida se vou aguentar o vento frio na travessia mas nessa dúvida preparo um pequeno percurso até Manhattan. Ganho uma companhia e a coragem aumenta!

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ponte Brooklyn – eu a fingir que está frio

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Financial District – Manhattan

A ponte de Brooklyn é realmente uma estrutura muito bonita e faz parte dos ícones de NY. Inaugurada a 24 de Maio de 1883, demorou catorze anos a ser construída e foi projectada pelo arquitecto John Augustus Roebling. Entra pela ilha gigante de Manhattan na sua zona sul, o Financial District. Chegou a ser a maior ponte de suspensão do mundo e a primeira a utilizar cabos.

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ponte Brooklyn

No inverno há muito menos turistas a aventurarem-se nesta travessia, o que pode facilitar as fotografias e ao mesmo tempo é um facto que o vento frio na ponte custa muito a aguentar! Diria que é só para corajosos e bem equipados!


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Malas trocadas na ponte aérea

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porta 32 no Porto – ponte aérea para Lisboa

Ela dizia-me que não falasse de imprevistos, mas a verdade é que há sempre bons momentos neles. Imprevistos maus todos temos, eu tive um no dia da minha ceia de Natal!

Como podia um dia tão recheado de situações boas incluir um imprevisto tão chato quanto este? O de trocar malas à saída de um avião… Pronto, eu me confesso: estava com sono.

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passar o tempo no duty free

Dormi uma sesta infindável no vôo Lisboa – Porto, acordei no momento da aterragem no nosso Porto. Chovia e estava vento. E eu quase soltei uma lágrima de emoção feliz, estava cada vez mais perto do meu bacalhau e da minha família. Porém, eis que um colega giro me ajuda à distracção (e muito bem!), e eu retiro o trolley errado da bagageira do avião. Só me apercebo quando ainda me cruzo novamente com o colega giro, que agora é ele a minha sorte de descobrir a mala errada nas minhas mãos!

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zona de portas de embarque em Lisboa, quase vazia

E a partir daí começou o meu frenesim, sem descrições alongadas aqui no meu blog, mas só tenho que ser grata… Grata por tantas coisas boas e positivas que acontecem e aconteceram nos entretantos. Eu sou uma sortuda dentro de tantos azares duma vez só…

Esta é só mais uma prova de que quando tudo corre como planeado é a perfeição; mas a perfeição não existe, não é? Sim sim Maricleta, tu até que já sabias desse enorme infortúnio mas a vida insiste em reforçar a imperfeição! E que divertida se torna a vida assim… Não se apercebem de todos os sorrisos que soltam e trocam com quem se cruzam enquanto caminham para o destino? Eu hoje até agarrei no ombro de uma pessoa a agradecer-lhe, mas a minha real vontade era agarrá-la por completo, abraçá-la forte com o sorriso rasgado em mim!

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alguém espera pelo seu avião

Só mais uma coisinha: peço desculpa à minha colega e prometo ao Universo continuar a tentar, tentar e tentar. A tentar ser grata, tolerante e compreensiva com as minhas lutas diárias e com as dos outros também. Porque todos temos as nossas lutas e fica feio sermos maus. Sabe tão bem sermos ouvidos, ajudados e percebermos que não estamos sós, por isso sejamos um daqueles que cá andam para ajudar também.

E amém!


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Recife no dia de Natal

Aos que me disseram “ai coitadinha, vais passar o Natal no Brasil” com ironia: é quente, está sol, bronzeei um pouco, vi o mar do Brasil, fiz uma caminhada na marginal e não precisei de cachecol, tive uma óptima ceia aqui no hotel.

Recife antiga – rua do Bom Jesus

Recife antiga

Querem saber mais? São coisas que não se vêem… É a sensação de que já sofreste mais com esta ausência no passado mas que nunca deixará de ser uma falha que dói tanto… É o ver reencontros familiares para o Natal e eu estar a partir em vez de chegar. É a solidão do Natal? Humm, felizmente ainda me sinto aconchegada pelos meus e estou cada vez mais mentalizada que o Natal é dia 26 de Dezembro! Mas… É a missão de ser útil e de saber dar ao mundo, mas a revolta e nostalgia também fizeram parte pelo meio.

garça – no caminho de Recife para Olinda

artesanato à venda em Olinda – muito erotismo!

E posto isto, o que fiz no dia 25 de Dezembro de 2017? Fui visitar Olinda com uma colega, a supervisora, e o seu marido, levados pelo taxista “Índio”, e que belo passeio…

Olinda é uma cidade fundada pelos portugueses em 1535. Século XVI, é muita história como devem calcular. A cidade tem 22 igrejas, não tem prédios altos e as casas coloridas mantêm as suas linhas tradicionais, o que realmente é um alívio para quem já está tão saturado de ver prédios em frente ao mar neste Brasil urbano e moderno.

igreja do Carmo vista do Alto da Sé

Depois de uma visita rápida ao Recife antigo, uma foto ao lado da estátua do poeta António Maria, o encontro da primeira sinagoga da América latina, fomos até ao centro histórico de Olinda.

eu a conversar com o poeta António Maria

Tem sete colinas tal como Lisboa, segundo o Fábio, um homem que debitou tanta informação sobre a cidade e a igreja matriz de São Salvador do Mundo em trinta minutos que aquilo mais parecia a História de Portugal ao longo de dez séculos!! Irra, que o calor está a dar-me a moleza que tanto atraio!! Nem o açaí geladinho me despertou!

igreja matriz de São Salvador do Mundo

Olinda promete as fotografias artísticas coloridas que eu imaginava, mas hoje a visita não pode prolongar-se muito. Um dia já serei capaz de cá voltar sozinha e quem sabe poderei deambular pelas ruas antigas e íngremes desta tão antiga cidade!

O dia de Natal sem frio é muito estranho. E sem família, e sem lareira, e sem bacalhau, e sem casacão, e sem pai, e sem e sem e sem e sem! Mas fui feliz… Amanhã serei mais ainda!!

 

 


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Praia no Rio de Janeiro

 

morro do Leme

  
É verão aqui. E um dia perfeito de sol e calor desperta-me depois de algum sono reparador. Abro a janela do quarto, até os pássaros cantam melhor do que há uns meses atrás! Por momentos senti a nostalgia de acordar na capital amazónica, Manaus. O Rio é uma cidade abençoada com beleza natural. Pena ser cidade e outras coisas mais, porque esse facto apaga muitas coisas ainda mais lindas! Mas não me canso de elogiar os morros ali plantados no meio do mar ou de planícies.

cadeiras de aluguer


Não há tempo para grandes programas nesta curta visita, então o objectivo será apenas receber vitamina D na praia. E que objectivo…

O mar está bem mais calmo do que de costume, o sol queima muito e a areia é fogo! E domingo não, o ideal mesmo é a segunda-feira de manhã para vir à praia. Devem imaginar a razão: confusão!

 

vendedor na praia

 
Não trago óculos de sol, então acabo por ver muito pouco, mas de vez em quando abro os olhos e vejo o morro do Leme que parece ali estar só para me lembrar que a Natureza é fantástica. E esta é uma visão muito redutora do Rio, já que o meu tempo é escasso.
A praia. A praia estava divinal. Divinal…


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Ballet – National Theatre Praga

A Sagração da Primavera de Stravinsky, no dia 29 de Novembro, 2017. Teatro Nacional de Praga.

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interior do teatro nacional de Praga

Um senhor na fila à minha frente usava binóculos, eu também os queria. O meu bilhete era dos últimos disponíveis no site e já informava a visibilidade reduzida: uma linda coluna à minha frente. Foi deveras um pouco interactivo porque de vez em quando eu movia-me para continuar a acompanhar a dança do palco. Mas o teatro é muito confortável e lindo! Ah, o meu bilhete custou apenas 4€ aproximadamente…

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bailarinos e músicos agradecendo