momento de viagem

sensações, emoções e imagens por aí!


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Fundação Louis Vuitton – Paris

É incrível como conseguimos ver mais armas na arte africana do que alguma vez vimos em toda uma vida. Têm dinheiro para comprá-las? Onde vão buscá-lo? África é realmente um continente muito grande, diverso, com algumas características comuns a vários países e outras distintas de cada um. Mas… Tem vários mistérios por desvendar!

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eu e fotografias do Mali na Fundação Louis Vuitton

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Fundação Louis Vuitton

Introdução ao meu deslumbramento com a exposição temporária de Arte Africana e com o edifício da Fundação Louis Vuitton. Ohhhhhh, por quem hei-de eu suspirar para vos descrever tamanho encanto?! As cores das paredes parecem ter sido todas escolhidas a dedo conforme a arte a ser exposta em cada uma; a forma tão disforme do edifício, no entanto tão dinâmica e orgânica, de Frank Ghery; a organização dos espaços que me soa tão familiar; o imaginar em que ambiente vive cada um destes artistas, onde foi a Fundação buscá-los em África, questionar-me se algum deles ainda vive no local onde nasceu ou se já desistiu das suas origens mas continua a criar arte inspirada nelas…

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Arte Africana, Fundação LV

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Cheri Samba, Fundação LV

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i am for peace, that is why i like weapons, Cheri Samba

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arte africana, Fundação LV

Ah, o Jardin d’Acclimatation tem uns bichinhos tão giros! Já para não falar dos pianos que nos pedem para lhes tocar. Cá fora, no meio da Natureza e do passeio o som é diferente e inspira.

O almoço não tem que ser falado aqui, nós cá sabemos porquê, mas posso descrever a bonita sensação de me sentar numa esplanada parisiense para beber um chá verde ou quiçá uma cerveja, mais tarde! O meu companheiro do dia observava a moda que por ali passava e eu a ele, atenta à conversa e ao momento, esse que de tão sensual que é me deslumbrou! E nada melhor do que ir ver umas lojas de roupa usada e vintage depois de apreciar quem passa na rua. Eu, entusiasmada por ver roupa vintage, não comprei nada, mas felizmente o meu querido António tirou proveito destas visitas.

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exterior da Fundação LV

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grou coroado, Jardin d’Acclimatation

E antes de terminar o dia nestas modas da roupa, ainda fomos à livraria Shakespeare & Company, ali em St. Germain, em frente ao Sena. Pianinho desafinado e empenado mas que me deu mais uns bons minutos de prazer, principalmente quando o meu companheiro me esticou um livro com partituras clássicas que ali havia! Não sei porquê, sinto-me tão pouco confiante para tocar em lugares públicos e sem partitura mas não resisto em tocar nos pianos. É como, sei lá, como quando temos tanto medo do que está do outro lado, mas que isso não nos impede de lá ir ver e explorar. É como uma paixão escondida talvez. Está presa, está tensa, reprimida; mas existe. Falta-lhe a libertação!

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rue de la Ferronnerie, Paris

E este foi o mote final de Paris: a liberdade. Que ela me mantenha livre em tantas coisas e me liberte em outras!


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O Tamisa em Richmond – Londres

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margem do Tamisa em Richmond

Falam um inglês esquisito, que deveras revela um certo estilo! Em Londres, a big city de Londres. É uma repetição de várias, mas confesso estar a sentir-me estreante!

Vestem-se de várias formas, umas bonitas outras nem tanto, mas a minha sensação é que consigo usar-lhes as peças que usam. Sou igual a eles, bem… mais sorridente um pouco!

Enquanto vou de bus até Kensington, caminho até ao metro, ando no metro – sinto que tudo me leva a todo lado mas a demora é alguma… À medida que nos afastamos do centro de Londres o silêncio no metro aumenta, o ar circula mais e consigo ouvir uma criança a cantar uma língua muito parecida com russo; o espaço aumenta progressivamente, o verde lá fora é como se de um rio se tratasse: que nasce na fonte e vai alargando cada vez mais o seu caudal.

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margem do Tamisa em Richmond

Também por conveniência do caminho, decidi experimentar ir até Richmond, sugestão da minha amiga Inês que já cá vive há alguns anos! Diz que vou encontrar veados se for ao parque.

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homem escreve em papel, Richmond

Não cheguei a ir ao parque de Richmond mas o que vi e senti fez-me feliz: o rio Tamisa passa por ali e eu fui também passar no seu lado. Havia uma fila de cadeiras instaladas em frente ao rio, apenas com o propósito de respirar o ar e deixar os pensamentos ser livres; havia barcos para alugar; havia uma loja antiga de restauração de barcos; pintores com um pequeno cavalete analisavam a margem do rio de pincel na mão; um violinista dava som à paisagem; pequenos bares ao estilo british convidavam a um copo e converseta. Absorvi essas sensações sozinha sem conversa, mas a máquina fotográfica falou comigo e o ginger ale fresquinho também.

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homem lê, Richmond

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Richmond riverside

Depois da margem do Tamisa fui caminhar por ruas residenciais: adorei os prédios com poucos andares, o silêncio novamente, a riqueza e o bom gosto.

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cabine telefónica, Richmond

Richmond será uma óptima alternativa à multidão do centro de Londres, um bom cantinho londrino onde se respira mais Natureza e serenidade. Os veados do parque ficarão para uma próxima visita!

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violinista, Richmond


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Rio de Janeiro de bike!

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vista do Forte de Copacabana

Já em 2010, a primeira vez que fui ao Brasil e que atravessei o Atlântico, havíamos eu e a mana projectado dar uma voltinha de bicicleta pela orla marítima do Rio de Janeiro. Queríamos ir de Ipanema até ao Leme, passando pela Lagoa. Só vimos uma pequena estação de bicicletas públicas na zona da Lagoa precisamente, mas era o dia do regresso a casa. Não o realizámos, com esta promessa de futuro.

Hoje, dia 1 de Maio 2017, parti rumo ao aluguer de bike! Descobri que o preço é bem mais barato se alugarmos a uns senhores que se distribuem pela avenida Atlântica do que numa loja de aluguer. Uma hora 15 reais, duas horas 20! Negócio fechado e lá fui sentir o prazer da bike no Rio!

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vista do Forte de Copacabana

Como vinha da zona do Leme, pedalei até ao Forte de Copacabana e aí parei. Fiz “umas amizades” com os militares da entrada do Forte, conseguindo assim deixar a bike no parque sem cadeado mas em segurança.

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senhora funcionária do Forte de Copacabana

A entrada para o Forte é de 6 reais, 3 para estudantes e outros demais. Vale muito a pena lá ir, pelo maravilhoso momento que se pode passar ali na esplanada de um dos dois ou três cafés que ali há; pela vista fantástica, e já agora, pela história do Forte! Escusado será dizer que não tive muita paciência para ler os textos descritivos das imagens dos senhores importantes para aquele Forte. Sei que foi construído mais ou menos no século XVII.

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entrada do Forte de Copacabana

Saindo do Forte de Copacabana, continuei a pedalar até um lugar que vendia açaí. Fiz uma pausa para comer, claro, o belo do açaí. Estes açaí já são misturados com xaropes doces e outras coisas que ainda não percebi muito bem quais. De qualquer forma ainda os considero saudáveis, frescos e energéticos. E com banana ainda melhor.

Chego à praia de Ipanema e na rua Vinicius de Morais subo até à Lagoa Rodrigo de Freitas. Como hoje é feriado a avenida Atlântica tem o trânsito cortado num dos lados, o que faz com que haja imensa gente a passear de todas as formas e feitios (também há-de ser adorável ficar sentado numa esplanada ou no passeio da praia, apenas apreciando as pessoas que passam). A Lagoa está repleta de gente, há até umas artistas que se penduram em panos largos presos nas árvores. Parece-me ser um desporto muito interessante e deveras difícil! A Lagoa está calma como sempre e continua a não me transmitir muita limpeza, mas enfim, adiante! A paisagem circundante é digna de ser apreciada: há morros à volta, um deles com o Cristo do Corcovado lá em cima. Não consigo encontrar muitas palavras para a Lagoa, mas vão lá ver, pronto.

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Lagoa Rodrigo de Freitas

E bem, chegou o momento de voltar para trás, pedalar mais uns quilómetros seguidos, mas com muito prazer! Como é feriado foi mais fácil sair da Avenida Atlântica de bike, mas atenção que em dias de muito trânsito não deve ser fácil nem seguro pedalar fora das vias próprias para ciclistas…

Na verdade, este post não nos traz muito conteúdo além da minha conversa da treta e das fotografias fantásticas do Forte de Copacabana e da Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro! Ah, e do facto de ter feito este percurso de bicicleta! Bem, leiam só este parágrafo se fazem o favor (para quem gosta de começar o jornal pelo fim como eu faço às vezes, parabéns, conseguiram poupar tempo a ler conversa da treta!! 🙂 )

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a sombra da minha bike!


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Piano na natureza da Gulbenkian


Mario Formenti está dentro de uma casa de madeira aqui no anfiteatro ao ar livre da Fundação Gulbenkian. Vinte dias exposto a quem entra e sai e vinte dias com um piano de cauda, em que o objectivo principal é tocar nele. O nome da intervenção é “Nowhere”, evento do BOCA, bienal de artes contemporâneas. (Terminou hoje dia 29 de Abril)

O ar está um pouco abafado mas o silêncio, o espaço envolvente, o tempo de reverberação do som curtinho e agradável, e as notas do piano… Dão-me vontade de dormir aqui uma sesta e também de um dia ter esta ou outra oportunidade parecida. É realmente um teste aos seus limites e é também um bom treino ao piano. Ele não precisa disto talvez, eu sim. Dedicar vinte dias a fazer algo, durante quase 10h por dia, vai dar-nos novas competências com certeza… 

Será no campo, aliás, num lugar afastado de prédios altos, de buzinas dos carros, afastado de multidões que atravessam a rua. 

No outro dia conversava sobre as razões de certos acontecimentos na nossa vida. Mas porque precisamos de racionalizar tudo, porque preciso eu de me explicar quando falo desta minha obsessão pelo piano, pela música…? Há coisas que não vale a pena explicar, há sonhos que surgem não se sabe de onde mas o importante é realizá-los.

Há momentos artísticos como este que nos reacendem sonhos, cenários ideais que nos parecem nunca mais acontecer de tanto que os queremos vivos aqui na nossa mão! Que o Universo conspire a favor, por favor! 


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Arte e Peixe em Porto Alegre

obras de Karin Lambrecht

Voltei aqui num instante.

Penso ter omitido no outro post que Porto Alegre faz 245 anos agora, nasceu dia 26 de Março de 1772!

Estou com vontade e enegia para ir conhecer mais um pouco desta cidade: hoje é a vez do Santander Cultural, do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) e do Mercado Municipal. Ficam todos pertinho uns dos outros!

obras de Karin Lambrecht

vitrais no Santander Cultural

O uber deixou-me no primeiro lugar a ser visitado, fui almoçar no restaurante “Moeda”, do edifício Santander Cultural. Preço acessível, pessoas simpáticas e a comida nem era nada má! Só é pena ficar num andar baixo, sem vista para a rua! Após o aconchego da barriga nada melhor que o aconhego da alma: fui ver a exposição patente de 15 de Março a 30 de Abril, “Nem eu, nem tu: nós.” Obra de Karin Lambrecht (1957), curadoria de André Venzon. O espaço é amplo com uns vitrais lindos de morrer na cobertura; as obras da artista são abstractas, predominando o azul e o vermelho e… Cruzes! Muitas delas em cobre, acompanhadas da palavra “perdão”. Confesso que de tanto ver cruzes e perdões, ainda meditei por segundos sobre o perdão, tão importante para que vivamos em paz e serenidade… Espero que compreendam este conceito de perdão, não aquele em que se dá a outra face quando nos magoam…

Santander Cultural

obra de Karin Lambrecht

Santander Cultural

Depois desta arte, é a vez do MARGS, caminha-se dois minutos pela Praça da Alfândega e chegamos ao destino. Abrem-me a porta da entrada e ficam-me com a garrafa de água, a devolver à saída. Aqui a arte continua a ser contemporânea, mas celebra-se os 100 anos dela, com vários artistas brasileiros que seguiram as tendências e ideais de Marcel Duchamp. No andar de cima há mais uma exposição, de Vera Reichert, sob o tema água.

100 anos arte contemporânea – MARGS

Quanto aos 100 anos da arte contemporânea, na verdade faz 100 anos que Duchamp criou a “Fonte”: um urinol que virado ao contrário se torna uma fonte. O conceito de arte aqui foi questionado e alterado também. Duchamp queria aproveitar objectos já existentes, transformar a sua função ou mesmo fazer com que a perdessem na totalidade. Para além de não se importar com a efemeridade da sua arte, fazendo questão que assim fosse até. Muitos artistas brasileiros seguiram esta tendência e estão aqui exemplificados no MARGS. É de sublinhar que estes dois museus têm entrada grátis!

obra de Sandro Ka, MARGS

vista exterior do MARGS

Arrisco o Mercado Municipal? Sim, claro que sim. Ora vamos lá cheirar o peixe que se vende e encontrar as sementes de chia a granel muito mais baratas do que em Portugal. A piada deste mercado para mim está na sua dinâmica, no encontro de pessoas, quase multidão. O edifício é antigo e bonito mas infelizmente não encontrei ângulo nem segurança suficiente para o fotografar; porém, observar as coisas e as pessoas soou-me bem mais curioso do que ao edifício!

feira do peixe – mercado municipal


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Ocean Drive – Miami

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Drake – Ocean Drive

Tanto de dia como de noite esta rua merece ser vista e revista. Os edifícios originalmente construídos no início do século XX, bem cuidados e restaurados, são dignos de uma apreciação atenta e longa, para quem gosta de arquitectura, claro.
Há umas visitas guiadas aos principais edifícios desta época – a da Art Déco – com duração de aproximadamente duas horas a pé, com ponto de partida no Art Déco Welcome Center, na Ocean Drive. Custa 25 dólares, e com desconto sénior ou estudante são 20.

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MC Alpin – Ocean Drive

Como vêem já só consegui lá chegar depois do sol posto. Alguns pequeninos imprevistos me levaram a sair já um pouco tarde do hotel, ainda andei a tentar alugar uma bicicleta do CityBike, fiquei tão frustrada por perceber que o meu único mísero cartão de crédito que daria para o aluguer está cancelado neste momento, por tentativa de fraude. Coisas que acontecem a quem sai à rua, mas estava tão determinada que me meti num autocarro até à zona sul da ilha South Beach. Com 2.25 dólares já se faz um bom passeio de autocarro!

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Ocean Drive

Percorrendo toda a Ocean Drive não nos cansamos de encontrar edifícios art déco, penso que na sua grande maioria hotéis, com bonitos restaurantes à sua entrada e esplanada. Imagino que com a visita guiada se consiga entrar em alguns, com direito a boas dicas históricas e arquitectónicas. Não foi desta vez ainda, mas um dia será. Vão lá vocês e depois comentem aqui como foi por favor!

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Leslie – Ocean Drive

Depois há um mistério por desvendar: de vez em quando aparecem assim uns carros bem antigos, rétro; não sei se estão ali de propósito para a foto ou se estão a ser usados naturalmente. É que, bem, um edifício art déco com um carro daqueles em frente fica mesmo mesmo bonito para experiências fotográficas… Tentei ser boa nas fotografias nocturnas mas confesso que a minha máquina também já me começa a fazer sentir limitada: no outro dia estávamos eu e a minha mana, ela com uma Canon reflex… Bem, é preciso dizer mais alguma coisa?? Um dia não resistirei em pedir-lhe a máquina para uma estadiazinha algures num lugar sem insegurança!

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Collins St.

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Collins St.

E já agora, talvez a época da Art Déco seja óbvia para mim que estudei história da arte, mas nem todos a estudaram com certeza. Quem quiser saber um pouco mais desta época e arquitectura inerente, pode ler esta página por exemplo, onde o texto me pareceu resumido com a informação essencial: Art Déco – Britannica. A Wikipédia é sempre uma opção também…


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Zona Sul de Porto Alegre – Brasil

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rua no centro de Porto Alegre

Ainda consigo ser maçarica de vez em quando, que maravilha! E ora pois, fui pela primeira vez a Porto Alegre, a capital do estado Rio Grande do Sul, no Brasil. Uma amiga também viajante de profissão, havia enviado uma página em que me sugeriu lugares a visitar e coisas para fazer na cidade. Estava expectante, já que ela me disse gostar da cidade e de ter tido a sensação que não estava bem no Brasil de vez em quando, que se parece um pouco mais com a nossa Europa, território a que estamos bem mais habituados.

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Edifício saída do centro de Porto Alegre

No avião, ao longo das 11.15 horas de vôo, conheci algumas passageiras, uma delas a Janice, guia turística de profissão, que me escreveu também algumas dicas num papel para o dia e meio que iria passar em Porto Alegre. Aqui vem aquilo que me dizem sempre: cuidado com as coisas de valor, andar sempre atenta na rua, não estar com o telemóvel à vontade, a cidade está muito perigosa neste momento, blá blá blá. Ora porra, nunca me deixam andar em paz e sossego na rua, pelo menos que pudesse fotografar as minhas coisinhas à vontade!

Pois bem que a disposição não me chamava muito, mas obriguei-me a ir dar um giro no dia que tinha livre. Decidi apanhar o autocarro turístico que dá a volta à zona sul de Porto Alegre.

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Praia de Ipanema

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Santuário Mãe de Deus

Fiquem sabendo que esse autocarro sai da Travessa do Carmo, nº84 (zona centro) às 10h da manhã ou às 15h. O outro passeio, que passa na zona centro da cidade, já sai a quase todas as horas. Confiram: Porto Alegre Travel.

Por onde passou o autocarro da zona sul: o maior parque da cidade, o da Marinha; a Fundação Iberô Camargo, edifício projectado por Álvaro Siza Vieira; o Bairro da Tristeza; a Praia de Ipanema; estrada que faz parte dos Caminhos Rurais de Porto Alegre; o Santurário Mãe de Deus, que fica a 280 metros de altitude.

Soube pelo nosso guia que nos ia falando no autocarro ao longo da viagem, que há um cemitério em Porto Alegre com visitas guiadas, pois tem a peculiaridade das campas serem em forma de gaveta. Informações neste link: Santa Casa – Porto Alegre.

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Vivendas no bairro da Tristeza

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Vivendas no bairro da Tristeza

Não sei se foi da minha preguiça ou se a expectativa era alta demais, mas não fiquei encantada com o que vi de Porto Alegre. Não a achei assim tão diferente de outras cidades brasileiras, apesar de a imaginar em tempo fresco de inverno como um lugar meio deslocado e deveras interessante: brasileiros no inverno, em terra fria soa-me estranho mas curioso! Quero agora explorar a zona centro da cidade, tentar fotografar coisas bonitas (sem ser roubada!) e ver um ou outro museu: Usina do Gasómetro, MARGS, o Capitólio, igrejas do tempo colonial, …

Quero voltar a ir dar uma corrida ao Parcão (Parque do Alto dos Moinhos) e quero um dia ir até Gramado, Canela, Bento Gonçalves e Maria Fumaça. Vamos embora, vamos ganhar novo ânimo para descobrir mais desse gigante país que é o Brasil, que tanto me chateia por ser inseguro! Raios partam os “bandidos” daquela terra…