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Zona Sul de Porto Alegre – Brasil

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rua no centro de Porto Alegre

Ainda consigo ser maçarica de vez em quando, que maravilha! E ora pois, fui pela primeira vez a Porto Alegre, a capital do estado Rio Grande do Sul, no Brasil. Uma amiga também viajante de profissão, havia enviado uma página em que me sugeriu lugares a visitar e coisas para fazer na cidade. Estava expectante, já que ela me disse gostar da cidade e de ter tido a sensação que não estava bem no Brasil de vez em quando, que se parece um pouco mais com a nossa Europa, território a que estamos bem mais habituados.

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Edifício saída do centro de Porto Alegre

No avião, ao longo das 11.15 horas de vôo, conheci algumas passageiras, uma delas a Janice, guia turística de profissão, que me escreveu também algumas dicas num papel para o dia e meio que iria passar em Porto Alegre. Aqui vem aquilo que me dizem sempre: cuidado com as coisas de valor, andar sempre atenta na rua, não estar com o telemóvel à vontade, a cidade está muito perigosa neste momento, blá blá blá. Ora porra, nunca me deixam andar em paz e sossego na rua, pelo menos que pudesse fotografar as minhas coisinhas à vontade!

Pois bem que a disposição não me chamava muito, mas obriguei-me a ir dar um giro no dia que tinha livre. Decidi apanhar o autocarro turístico que dá a volta à zona sul de Porto Alegre.

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Praia de Ipanema

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Santuário Mãe de Deus

Fiquem sabendo que esse autocarro sai da Travessa do Carmo, nº84 (zona centro) às 10h da manhã ou às 15h. O outro passeio, que passa na zona centro da cidade, já sai a quase todas as horas. Confiram: Porto Alegre Travel.

Por onde passou o autocarro da zona sul: o maior parque da cidade, o da Marinha; a Fundação Iberô Camargo, edifício projectado por Álvaro Siza Vieira; o Bairro da Tristeza; a Praia de Ipanema; estrada que faz parte dos Caminhos Rurais de Porto Alegre; o Santurário Mãe de Deus, que fica a 280 metros de altitude.

Soube pelo nosso guia que nos ia falando no autocarro ao longo da viagem, que há um cemitério em Porto Alegre com visitas guiadas, pois tem a peculiaridade das campas serem em forma de gaveta. Informações neste link: Santa Casa – Porto Alegre.

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Vivendas no bairro da Tristeza

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Vivendas no bairro da Tristeza

Não sei se foi da minha preguiça ou se a expectativa era alta demais, mas não fiquei encantada com o que vi de Porto Alegre. Não a achei assim tão diferente de outras cidades brasileiras, apesar de a imaginar em tempo fresco de inverno como um lugar meio deslocado e deveras interessante: brasileiros no inverno, em terra fria soa-me estranho mas curioso! Quero agora explorar a zona centro da cidade, tentar fotografar coisas bonitas (sem ser roubada!) e ver um ou outro museu: Usina do Gasómetro, MARGS, o Capitólio, igrejas do tempo colonial, …

Quero voltar a ir dar uma corrida ao Parcão (Parque do Alto dos Moinhos) e quero um dia ir até Gramado, Canela, Bento Gonçalves e Maria Fumaça. Vamos embora, vamos ganhar novo ânimo para descobrir mais desse gigante país que é o Brasil, que tanto me chateia por ser inseguro! Raios partam os “bandidos” daquela terra…

 


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Graça Morais- Fundação Champalimaud

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eu e a amiga – Fundação Champalimaud

Que eu escrevia com paixão, dizia. E eu, que me soube tão bem ouvir aquilo. Que sei ter dias em que não tenho vontade de partilhar viagens, ou que me acho mediana na escrita, e insisto porque gosto desta continuidade!

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exposição Graça Morais

E que hoje ia ser Lisboa a viagem. Só invento, dizem eles. Mas não, Lisboa é-me tão pouco familiar vulgarmente. A arte visual é-me desconhecida aqui. Hoje vou lá, com uma amiga e mais o sol que nos vai tocando para aquecer.

Há uma exposição da Graça Morais na Fundação Champalimaud, entrada grátis. A arte pode ser grátis. E pode representar o drama, o sagrado e o profano, a aldeia, a satisfação de quem trabalha no campo, a tradição, … Não é qualquer pessoa que faz arte, não é qualquer um que se aponta como artista. E que… Que encontra inspiração no que vê e no que vive. Que consegue pintar, desenhar, descrever, moldar, o que vê mas com mais o que sente.

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exposição Graça Morais

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exposição Graça Morais

Que a arte não tem importância nas nossas vidas, não é essencial à sobrevivência, não. Eles julgam-na mal, julgam a arte uma invenção dispensável. Do que me lembro, do que estudei e do que me faltou estudar sobre arte, ficaria aqui mil anos a conversar sobre arte, a dissecar com os outros se a arte é assim ou se é assado. Se isto ou aquilo podem ser considerados arte. Porque no fundo todos somos artistas, pelo menos por uma vez na vida. A arte pode apenas ser criatividade!

Oh, Graça Morais, como chegou a esta técnica de pintura em que desenha o que vê, mas com distorção, uma distorção obscura, com soturnidade e sofrimento, talvez? E aldeia…

Uma grande reportagem sobre Graça Morais aqui .

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Darwin’s café – rio Tejo

Tenho eu duas tias artistas, cada uma com a sua arte: Graça Martins e Isabel de Sá. Mas hoje a arte foi em Lisboa, a arte de uma estranha que se fez conhecida. Obrigada pelo momento amiga, pelo sol e pela arte. O céu estava bem azul!

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Darwin’s café – rio Tejo


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Um dia operático em Nova Iorque 

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Broadway, NY

Hoje foram oito horas de voo. À 1h da manhã portuguesa, 20h de Nova Iorque, recuperáramos terra, desta vez o continente americano. Nova Iorque espera-nos, mesmo que apenas por 24 horas!

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Broadway, NY

Só uma pequena reflexão antes de continuar: todos nós queremos vir a Nova Iorque um dia; todos nós cá devíamos vir um dia; mas para um americano a viagem dos seus sonhos talvez seja a Europa e não Nova Iorque! Quero com isto dizer que as coisas ganham determinada dimensão e importância dependendo da dificuldade para a alcançarmos talvez! Ou será que as grandes e potentes cidades estão confinadas a esta fama e desejo e os mais pequenos lugares são insignificantes? São nadas?! A reflectir por favor…

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interior da MET opera

Continuando pela estrada rumo a Manhattan, a baixa temperatura deu-nos as boas vindas junto com o arrepio e a cara feia de quem não estava lembrado destas sensações invernais (Portugal tem um clima fantástico!!).

O que planeei eu para o meu pequeno dia em Nova Iorque? Baseei-me no frio e concluí que a cultura interior seria uma óptima ideia: ir ver arte ou um concerto. Amanhã cedo irei até à MET, a ópera de Nova Iorque, tentar encontrar os bilhetes que ainda restavam para a ópera das 13h no site: Werther é o nome da ópera, de Jules Massenet. Confesso que não a conheço, mas os trechos que lhe ouvi atraíram-me. E a ideia de ir à ópera em Nova Iorque chama por mim… Mas há mais, há mais a viver por cá! Oh se há!

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interior da MET opera

São 10 horas da manhã, a bilheteira da MET Ópera abre. Visto-me a rigor para o frio quase insuportável e caminho Broadway acima. Há bilhetes, 22.50 dólares para ficar no topo da sala, de pé. Experimento.

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sala da MET opera

Cada lugar tem o seu mini ecrã para as legendas: inglês, espanhol ou alemão (a ópera é francesa); o edifício, apesar de muito contemporâneo não deixa de incluir tantas zonas revestidas a alcatifa vermelha e onde for possível há a cor dourada juntamente com os candelabros de luz forte e design arrojado. O clássico está lá, além do ambiente destes espectáculos me alimentar sempre de serenidade e conhecimento. A sala está cheia.

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exterior da MET opera

A ópera… a ópera é realmente uma obra muito completa: inclui canto, orquestra, teatro, cenários, enfim… E tem também a paixão, as emoções, o amor porventura! E eu… Eu dou por mim a ler frases super românticas e poéticas, que cada vez se devaneiam mais no nosso mundo. Até na minha mente. É cruel ser adulto?
Esperem…. o acto III desta ópera é emocionante… Arrepio-me e os olhos controlam-se. Parece que algo me desperta a alma novamente e eis que a esperança no romantismo retorna ao mundo.

Ver coisas clássicas afinal ajuda a recuperar certos valores perdidos no tempo!


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Se eu fosse brasileira

Se eu fosse brasileira seria uma entre 200 milhões de outros brasileiros… Teria o cabelo aos caracóis e a pele mais morena; gostaria de pintar as unhas todas as semanas e de ir à academia todos os dias depois do trabalho; depois do treino iria ao boteco ao lado comprar um suco de vitaminas detox, vestida com roupa de desporto colorida e saco no ombro; seria mais reinvidicativa quanto à política e provavelmente estaria descontente com o trabalho de Temer; viveria em São Paulo, num dos vários prédios luxuosos e floridos, com nomes começados em “mansão” e terminados em nomes de artistas ou pensadores europeus; teria um cachorro pequeno em casa e quando ia passeá-lo de manhã compraria a revista Veja ou a Folha de São Paulo na banca do costume.

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prédio em São Paulo

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varandas em São Paulo

Se eu fosse brasileira entregaria-me ao amor mais rápido e dedicaria-me de corpo e alma a esse amor, mesmo sem conhecer tão bem o amado e os nossos mais profundos sentimentos, pois afinal isso não é o mais importante mas sim a dedicação e intensidade. Se eu fosse brasileira iria beber um chop ao boteco no fim de semana; no final da noite comeria um buraco quente na rua e de manhã o belo do açaí com banana e granola.

Ah se eu fosse brasileira! Diria bom djia e não bom dia. Estaria mais habituada a ver lixo na rua e quase gritava no boteco com as amigas, em vez de apenas falar. Gostaria de sair de São Paulo aos fins de semana e nas férias, sempre; quando falasse ao telemóvel na rua, chamaria isso de celular e falaria com o altifalante, não com ele no ouvido mas sim próximo da boca.

Se eu fosse brasileira adoraria vestir roupa com padrões e não teria vergonha de mostrar celulite; gostaria de samba? Talvez.

Mas não sou e isso até tem a sua piada, não acham?

Gostava que os meus amigos e conhecidos brasileiros ou abrasileirados me ajudassem a completar este texto! Obrigada!

Já me deram um contributo: um amigo português que está a viver em São Paulo enviou-me este link A visão de um estrangeiro sobre o Brasil. Pois realmente há-de ser a descrição mais completa que alguém já fez sobre o Brasil e os brasileiros… Tomem o meu texto como uma singela introdução!


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As noites lá em cima

Há momentos da vida em que não pensamos muito nela… Não analisamos os acontecimentos, não valorizamos uns nem percebemos que outros terminaram definitivamente e que temos que deixá-los ir. Da vida e da memória…

E há momentos que ainda perduram, o que não é necessariamente mau e que nos provocam alguns pensamentos. Continuo a voar em trabalho, esse facto não terminou e está de boa saúde! Quero que os meus futuros filhos leiam isto um dia e se lembrem que sozinhos conseguimos ser completos e felizes, que sozinhos encontramos sensações tão boas e gratificantes!

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avião da TAP a caminho de São Paulo

Quero que saibam que hoje passei a noite fora de casa, passei-a por cima do oceano atlântico, tentando dar um pedaço de mim a desconhecidos que me ajudam a pagar as contas de casa e os prazeres dos meus tempos livres. Eles também me dão uma parte deles!

Quero que saibam que conversei com dois passageiros brasileiros paulistas, ambos viajam imenso em trabalho também; um deles reconheceu-me do seu vôo há uns quatro dias atrás, até Frankfurt. Andam de reunião em reunião por aí, longe da família deles. Têm dois filhos cada um. Estávamos ali isolados do mundo real, dentro de um avião, à noite, falando de afectos, saudades, ausências e presenças. Eu havia preparado um plano positivo para desta vez sair de casa às 21.30h sorridente. Consegui: levei chá verde burma e morangos num tupperware da minha mãe. Tudo com amor e história. Só isso, e um telefonema a um grande amigo que festeja mais um ano de vida (ele disse umas asneiras em desabafo e eu soltei as minhas gargalhadas), transformaram a minha ida nocturna ao trabalho feliz.

A pergunta é: até quando terei estas energias criativas para me alegrar por ser diferente? Ah vida, que isto dure muito e muito tempo… Que os meus sonos reparadores me renovem as células da satisfação…

Ah sim, porque só vós que já trabalharam de noite, compreendeis estes momentos em que sentimos o cérebro a flutuar depois de termos vivido na luz da lua e dormido na luz do sol. Estamos embriagados com estimulantes naturais, não pensamos rápido e trocamos palavras ao falar!

Ser mulher neste século tem destas coisas, tem estes momentos de liberdade fantásticos e carentes de afectos ao mesmo tempo! Tudo no seu tempo, tudo na sua hora! Porque… Quando se é jovem isto é bom… e depois? Que volta darão “eles” aos pensamentos para que continuem felizes todos os dias que saem de casa de noite, com a mala na mão e o salto alto nos pés?

Quero que os meus futuros filhos saibam que, comigo mesma – sem filhos, sem marido, sem família – eu já fui muito feliz.

Estou a escrever-vos de dentro de um uber, já é noite novamente, somos eu e o condutor neste momento. Pedi que não ligasse o ar condicionado, então estou a sentir o vento quente de São Paulo e a ouvir uma música antiga de Bryan Adams. Um conjunto de pormenores que me fez sentir tão bem, longe de casa mas na minha companhia, e que companhia de luxo!!

Que os meus futuros filhos consigam atingir este nirvana de vez em quando, sem que sintam a obrigação de estar com mais alguém!


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Amanhecer no Lago Inle

Caramba pah, não há dia que não acordemos com as galinhas!

Às 5.45h teremos táxi pronto para nos levar a Nyaung Shwe. Ali vem o condutor do pequeno barco de madeira para nos apanhar. Está frio, já nos havíamos informado deste frio aqui apesar de não termos muita roupa quente para vestir… O barco tem lindas mantas para nos tentar salvar desta brisa madrugadora. Vamos com o condutor e mais um rapaz que fala bem inglês, mas que eu não percebo nada!

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pescador do Inle no amanhecer

Este passeio de barco vai durar umas 7 horas aproximadamente, e custa 30000 kyats. O barco será só para nós, apesar que partilhando com mais um ou outro viajante ficaria mais barato a cada um.

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pescador do Inle no amanhecer

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pescador do Inle no amanhecer

Estacionamos praticamente no centro do lago, na sua parte mais larga. Há uma vegetação que sobe desde a base do lago e que ajudam o barco a ficar mesmo parado entre ela. O sol vai aparecendo muito discreto por entre a neblina, há três balões de ar que voam entre uma margem e a outra do lago. E lá vêm os pescadores… É apenas um em cada barco (estes barcos têm um custo de 500 dólares), com a rede em forma de   cone e o remo que dominam com uma arte especial, enrolam uma das pernas nele. Estes senhores proporcionam fotografias fantásticas do Inle, eu vou tentando imitar os fotógrafos profissionais mas nem sempre é fácil, até porque a minha objectiva é pequenina…

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amanhecer no Inle

Continuamos o passeio visitando várias vilas, todas acessíveis apenas via água: Hehyar YwaMa, Nan Pan, Pauk Par, Sae Khaung, Inn Paw Khone. Vimos um jardim flutuante a caminho destas vilas: é tudo plantado e tratado com os agricultores dentro de um barco!
Não sou capaz de pormenorizar em que vilas parámos, mas na verdade os senhores já têm tudo programado e por isso basta desfrutar.
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jardim flutuante no Inle

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senhora burma no Inle

Parámos numa casa em que fazem jóias e objectos em prata e bronze; noutra em que fazem lenços, roupas e etc. em seda, algodão e lótus; noutra em que constroem barcos (um barco do tamanho do nosso custa 2500 dólares) e fazem cigarros (estes cigarros são feitos apenas com produtos locais, a película que o envolve é uma folha verde). Tanto nas jóias quanto nos tecidos há uma menina jovem que nos dá uma introdução sobre como se produzem as coisas e vamos circulando pelo espaço de trabalho. Depois encaminham-nos à loja onde nos seguem para o caso de querermos comprar alguma coisa, supomos que sejam as únicas que falam inglês e então assim podem comunicar connosco. Mas as coisas nem são assim tão baratas, já que o que é artesanato à partida terá um custo de produção mais elevado, e pensamos nós que os preços já são inflacionados para o turismo.

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casa flutuante no Inle

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senhora leva o filho à escola

O Phaung Daw Oo Pagoda é engraçado mas mesmo assim não se compara aos templos de Yangon. Há imensas barraquinhas de venda de artesanato à volta do pagoda, algumas coisas são uma tentação… Não resisti em comprar um anel, penso que de mistura de prata com bronze, ainda cheguei a colocar um anel no dedo da senhora vendedora porque pelas amostras pareceu-me que as burmas têm os dedos mais finos!
Depois, praticamente no final do passeio passamos no Nga Phe Chaung Monastery, o mosteiro mais antigo da região, construído originalmente em 1840.
Uma destas vilas que enumerei é onde vivem a maioria dos pescadores e noutra vimos imensas crianças a serem levadas para a escola, de barco, claro! Perguntei ao nosso rapaz, o Oh Oh (o nome que nos disse ter), até que ano da escola podem estudar aqui na zona do lago, respondeu-me que dá até ao fim do secundário. Oxalá comecem a estudar cada vez até mais longe pois isso ajudará a que o país evolua!
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barco no Inle

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peixe acabado de pescar!

Chegadas de regresso a Nyaung Shwe temos que almoçar, a fome aperta…
O Inle Palace é um espaço engraçado e simpático e com internet mais ou menos boa! Recomenda-se.
O que faremos durante o resto da tarde é algo que estava alinhavado mas que não estávamos certas que seria a melhor opção: ir visitar as águas quentes de Khaung Ding. O problema: esquecemo-nos de trazer o biquini connosco. Vamos a um quiosque onde há informação de nos arranjarem o táxi até lá (a lonely planet sugere fazer estes 8 quilómetros de bicicleta mas ainda temos o rabo dorido!). O rapaz fala um inglês super decifrável e diz-nos que lá é só mesmo molhar nas águas, sem vista alguma e sem mais nada para fazer. Então sugere as vinhas… Segundo li nos guias turísticos é praticamente só aqui que se produz vinho em todo o Myanmar.
Inle Lake Wine??? Estranho, mas eu gostei muito do sabor! O tuk tuk leva-nos até à Red Mountain e traz de volta à cidade. São 20 minutos ida no máximo. Nesta rua até às vinhas é onde nos cruzamos com mais turistas de bicicleta. Ao que parece vai tudo experimentar o maná do sítio… Vale a pena, pelo vinho e pela vista também. Aqui há flores!
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vinhas na Red Mountain

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vinhas na Red Mountain

Ainda uma última caminhada por Nyaung Shwe, finalizando com mais um sumo de melancia numa esplanada super agradável, e o regresso ao hotel é feito com o mesmo senhor do tuk tuk: combináramos com ele que dali a uma hora nos esperaria em frente ao mini mercado. E mais uma pequena negociação de preço feita (5000 kyats, os preços no Inle são os mais caros de entre os nossos três destinos burmas) num instante estávamos no Nadi Royal Resort.


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Inle Lake – Terceiro destino de Myanmar

Estamos a caminho do aeroporto de Heho, o destino agora será o Lago Inle. Ficaremos duas noites aqui e tenho algumas boas expectativas quanto ao que irei ver. Sugeriram-nos o passeio de barco durante a madrugada, imagino que será um novo lindo amanhecer. Diferente do de Bagan, mas com muita beleza de qualquer forma. No Inle haverá montanhas como cenário de fundo.

Esta madrugada viemos para o aeroporto às 6.30h e no check-in informaram-nos de um atraso de 50 minutos. Mudaram o vôo… Então porque não apanharmos um táxi num instantinho, e ver mais um nascer do sol em Bagan? Conseguimos o táxi e ele levou-nos até um templo fantástico para ver os balões voar de perto, ainda por cima com muito poucos outros turistas. Nem acredito que afinal conseguimos um óptimo spot sem multidões, e só pagando o táxi que nos levou até lá. Foi um querido… É o templo Thitsarwadi, nome difícil mas a reter!

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novo amanhecer em Bagan

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novo amanhecer em Bagan

E mais uma vez estava eu viciada em fotografar… A todos os segundos a paisagem muda um pouco porque os balões passam. E queremos sempre procurar a melhor imagem. Acredito que tenha algumas melhores imagens, vou ficar confusa com tanta beleza na minha máquina fotográfica!
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novo amanhecer em Bagan

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novo amanhecer em Bagan

Chegadas ao aeroporto de Heho apercebemo-nos que aqui há menos turismo do que em Yangon ou Bagan e este edifício é bem mais simples e humilde. O táxi vai durar mais ou menos 45 minutos até Nyaung Shwe e custaria 25000 kyats. Mas nós tentámos encontrar preços mais baratos, sem grande sucesso. Até que nos sugeriram a partilha de táxi, um mochileiro da República Checa veio connosco, ficou-nos por 15000 kyats assim! Menos gasto e mais ecologia…
O nosso hotel fica a 6 km da vila Nyaung Shwe, chama-se Royal Nadi Resort. São umas cabaninhas de madeira plantadas em frente a dois pequenos lagos, muito agradável e talvez bom demais para o pouco tempo que cá passaremos no hotel! Oferecem bicicletas. Não eléctricas… Hum….
Já se está a ver como será o nosso fim de jornada: nádegas quadradas, mas com o sorriso no rosto pelas lindas paisagens que vimos!
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Inle – monjas

Ao entrar na zona da reserva do lago Inle os estrangeiros pagam 10 dólares e recebemos um bilhete com validade de uma semana. Fomos pedalar pela margem esquerda do lago, o que se encontra em terra são campos verdes, casas de verga com telhados de casca de milho, alguns templos espalhados pela vila e que continuam pelas localidades que envolvem o lago. Vão-se encontrando as torres dos pagodas ao longe. Os pequenos lagos antecedentes ao lago Inle, para quem vem da zona norte, têm paisagens muito bonitas sempre com montanhas de fundo, como que a delimitar as fotografias lindas com reflexos da água.
Após almoço simples mas com sumo de melancia muito bom decidimos pedalar mais um pouco e eu, bem, quero experimentar a massagem tradicional do Myanmar. A minha companhia acompanha-me na aventura! O local onde nos mexeram todos os cantinhos da pele e dos músculos (ou quase todos!) chama-se Lavender Spa & Beauty.
Encontram-se por aí também locais onde se pode ter uma aula de cozinha típica intha (da zona envolvente Inle).
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eu a pedalar, autoria Mary Silva

Hoje o passeio não vai prolongar-se muito mais já que os rabos já se ressentem e amanhã teremos nova madrugada: vamos amanhecer no lago!
Um sumo maravilhoso de papaia e banana no Trinity Family Inn, com oferta de feijões secos típicos da zona e uma internet bem boa, e é o momento do regresso ao hotel. O fim de tarde oferece-nos imagens lindas mais uma vez…
Amanhã não sei se teremos a coragem de fazer esta viagem de bicicleta novamente! A não ser que me montasse em cima duma almofada bem fofa no selim…!
Partilho aqui o link do blog de uma viajante portuguesa, o passeio dela pareceu-me interessante: Joland Blog.